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01/12/2011
Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio aponta que 59% das famílias brasileiras estão endividadas.
O 13º salário já está na praça - para alívio de muitos brasileiros. Com dinheiro na mão, muita gente correu para fila do SPC. Tem fila grande para limpar o nome, usando o dinheiro da primeira parcela do 13º, já tem fila de gente para pagar ou ao menos renegociar o que deve. Uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio aponta que 59% das famílias brasileiras estão endividadas. E dois em cada dez devedores têm dividas em atraso.
Crédito é bom, mas, sem cuidado, leva o consumidor para o guichê da renegociação. Os brasileiros estão aprendendo isso. Segundo um levantamento da Confederação Nacional do Comércio, 59% das famílias pesquisadas declararam possuir contas a pagar no mês passado. No mês anterior, eram 61%. Houve queda também em relação a novembro do ano passado.
Mesmo com o nível de endividamento das famílias brasileiras caindo, o número de pessoas que por algum motivo não conseguiram pagar as suas contas aumentou, segundo o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A fila do SCPC em São Paulo é sempre muito concorrida nessa época do ano.
A segurança Jully Leite conseguiu a aprovação de um financiamento e, de uma vez só, comprou roupa, sapato, cama e armário. Mas não conseguiu pagar os crediários. “Atrasou, porque eu fiquei um tempo desempregada. Fiquei desempregada e foi atrasando. Agora voltei a trabalhar de novo.
Estou tentando normalizar. Estou vindo agora para ver quanto eu devo para poder parcelar a dívida e estar pagando”, conta.
Segundo o SCPC, a inadimplência de janeiro a outubro deste ano foi 22% maior do que no mesmo período do ano passado. Mas o diretor do órgão, Fernando Consenza, diz que isso não é motivo para preocupação.
“As pessoas que agora estão inadimplentes, com algum planejamento e algum esforço, conseguem sair da inadimplência e se planejar para não voltar a se tornar inadimplente no futuro. Elas têm emprego, a renda delas está crescendo. Com planejamento, elas conseguem situação de equilíbrio”, acredita Fernando Consenza, diretor do SCPC.
O 13º salário, que vai injetar R$ 118 bilhões na economia brasileira, deve ajudar. A pesquisa do SCPC mostrou que, de cada dez entrevistados com dívidas em atraso, três pretendem usar o dinheiro extra para quitar as dívidas.
“Tem de primeiramente pagar as contas. O certo é pagar as contas. Depois que você pagar as contas, você começa a gastar o que você puder gastar, mas não tudo. Meu 13º vai para isso”, conta a doméstica Sandra Aurélia Damasceno.
A pesquisa apontou ainda que o cartão de crédito é o principal vilão das dívidas das famílias com renda até dez salários mínimos. Em seguida vem o carnê e o crédito pessoal.