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02/12/2011
Sono dos animais é semelhante ao dos homens; podem até sonhar, inclusive
Ao ver seu cãozinho dormindo, o proprietário nota que um barulho – muito estranho, por sinal – começa a vir do animal, ganhando força a cada respiração. De repente, o animalzinho engasga e acorda repentinamente.
Esta situação parece familiar? Pois é, ela é mais freqüente do que parece para os proprietários de cães.
O quadro pode significar que o animal possui algum tipo de distúrbio de sono, como uma apnéia – parada respiratória devido à obstrução das vias respiratórias. Ela ocorre mais em cães das raças Boxer e Buldogue, devido aos seus focinhos achatados.
Outra doença é a narcolepsia, na qual o cão repentinamente entra em sono profundo. Esse mal é mais comum em raças como Dobermann, Labrador, Poodle, Beagle e Dachshund.
“Tais distúrbios podem ser perfeitamente controlados por medicamentos e um acompanhamento sistemático. Basta o proprietário trazê-lo aqui para ser examinado”, diz a veterinária Valéria Fardim, do Hospital-Escola Veterinário mantido pela Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram).
O sono dos cães
Cães dormem muito – em média, 9 horas por dia. Entretanto, esse tempo pode se estender se ficam muito sozinhos, sem a companhia do dono, longe de agito e do convívio com outros animais ou pessoas.
“Seu sono é tão semelhante ao nosso que é quase certeza de que eles sonham, inclusive. Entretanto, o que nossos amigos caninos sonham é praticamente um mistério. Uma hipótese seria a maneira de se relacionar com o mundo, com pessoas e outros cães”, explicou a veterinária.
Segundo ela, o sono dos cães se dividem em duas etapas. No Sono Superficial, o cachorro fica quieto, porém, em estado de alerta. Tem uma respiração profunda e ritmada, sua pressão sanguínea, seu metabolismo e sua atividade cerebral diminuem. “O estágio superficial dura de 10 a 20 minutos e basta um pequeno estímulo para acordá-lo”, ressaltou.
No Estágio REM (Rapid Eye Movements), de acordo com a veterinária, as pálpebras do cão se movem. A respiração se torna irregular, rápida e superficial, ou às vezes, o cão parece não respirar. Trata-se de um sono profundo.
“Também ocorrem movimentos nas patas, músculos da face e orelhas e pode até mesmo rosnar e latir. Esse estágio inicia logo após o período de sono superficial”, complementou a veterinária do Hospital-Escola da Fafram.
Distúrbios do sono
canino mais freqüentes
NARCOLEPIA - O QUE É?
Na narcolepsia, ocorrem intrusões de características do sono REM Durante a vigília, principalmente a atonia muscular que nesse caso chamamos de cataplexia (o proprietário pode relatar como uma “fraqueza”).
Nos ataques parciais, o animal apresenta atonia da musculatura dos membros posteriores – ele senta. Enquanto isso, nos ataques completos, há perda do tônus muscular de quase toda a musculatura esquelética.
Os ataques de narcolepsia podem durar de segundos a minutos e o animal se recupera sozinho deles.
POR QUE ACONTECE?
Isso acontece devido a uma mutação em genes que codificam um receptor para um neurotransmissor produzido na região lateral e perifornical do hipotálamo chamado hipocretina (ou orexina) que mantêm o animal acordado, logo, quando o animal tem uma deficiência nesse sistema, o animal “dorme”.
COMO IDENTIFICAR?
Esses ataques só são desencadeados durante emoções positivas, por exemplo, durante as brincadeiras ou alimentação. Porém já existe um teste para detectar a narcolepsia e a gravidade. Em cães das raças Labrador e Dobermann esse distúrbio tem caráter hereditário.