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14/12/2011

SANTOS JOGA CONTRA KASHIMA EM BUSCA DO TRI MUNDIAL

Neymar é a principal aposta santista para tentar o tri mundial

Após 48 anos, o Santos volta a disputar um Mundial. Mas como reles terráqueo. A busca do time pela terceira estrela na camisa começa hoje às 8h30 (de Brasília) em Toyota ante o Kashiwa Reysol, campeão japonês.

O time de Pelé conquistou duas vezes o título intercontinental sem se curvar a nenhum adversário, colocando-se sempre como o melhor time do planeta e dono do maior jogador de todos os tempos. Benfica e Milan foram superados em 1962 e 1963, respectivamente.

Desta vez, o Santos tenta conquistar o mundo com os pés no chão, humilde, reconhecendo a superioridade de um adversário que é muito comparado com os grandes esquadrões da história, inclusive o Santos de Pelé.

“Temos a nossa realidade, o Barcelona é o melhor time do mundo, a liga da Europa é melhor que a da América. Temos que reconhecer que a liga que eles disputam é melhor que a nossa”, afirmou o técnico Muricy Ramalho.

O comandante santista é conhecido por ser mais trabalhador do que por estimular um futebol vistoso. “Dá gosto de ver é o Barcelona”, disse Muricy, que apontou as dificuldades do futebol brasileiro como bom desafio para o técnico Josep Guardiola.

Neymar, a principal aposta santista para o Mundial, também se coloca num patamar abaixo do rival. “Hoje, o Messi é melhor”, reconhece ele, que não ficou entre os três finalistas da Bola de Ouro da Fifa, prêmio que o argentino do Barcelona deve ganhar pela terceira vez.

Caso o Santos confirme seu favoritismo hoje diante do Kashiwa, potencialmente decidirá, no domingo, em Yokohama, o título do Mundial contra o badalado Barcelona, base da seleção espanhola campeã mundial de 2010.

A equipe catalã, que vai em busca de seu segundo troféu do Mundial, estreia amanhã contra o Al Sadd, do Qatar.

Se o Santos conquistar seu terceiro título mundial, irá se igualar ao São Paulo como o brasileiro com mais troféus da disputa - já virou tri da Libertadores neste ano.

Do goleiro Rafael (jovem e buscando afirmação) ao atacante Borges (dispensado pelo Grêmio), do lateral esquerdo Durval (zagueiro improvisado) ao volante Henrique (que não seria titular originalmente), o Santos vai para os seus jogos mais importantes das últimas quatro décadas esperando enterrar de vez as “viúvas de Pelé”.

“Não importa o adversário, ia ser mesmo difícil, é uma estreia, e é complicado. Se passar para final, aí pode acontecer tudo”, afirmou Muricy sobre o primeiro obstáculo, o Kashiwa Reysol, dirigido pelo colega Nelsinho Baptista.

Muricy tenta abafar as crises santistas para jogo de estreia

Na véspera da partida de estreia do Mundial, o técnico Muricy Ramalho tentou abafar os princípios de crise que se instalaram no Santos. Ontem, confirmou a presença do zagueiro Durval improvisado na lateral esquerda, o que concretiza a posição de reserva de Léo.

O treinador negou que a escolha tenha criado um mal-estar com o ídolo de 36 anos. “Eu determino, e é assim que tem que ser cumprido. Respeito muito o Léo, mas ele teve um azar de se contundir, e o substituto aproveitou a chance”, disse. “Meu relacionamento com ele é perfeito.”

“Ele [o técnico] foi uma das pessoas que mais me ajudaram num problema particular recente que tive”, disse Léo. “É uma opção do Muricy. Estou voltando de lesão.”

Muricy também disse que não se envolveu no recente atrito entre o meia Paulo Henrique Ganso e o Santos. “Enquanto o jogador rende e vai bem dentro de campo, o resto é problema dele”, afirmou. “Eu sou técnico, não me meto em contrato.”

No último treino antes da partida contra o Kashiwa Reysol, Muricy também confirmou Elano como titular. “É um jogador que se recuperou bem, mostrou no treinamento e no dia a dia que pode nos ajudar. E tem uma experiência que conta muito”, explicou Muricy.

Capitão do time, o zagueiro Edu Dracena manifestou sua preocupação com a bola parada da equipe japonesa.

O principal armador do Kashiwa é o meia Jorge Wagner, ex-são paulino.

“Ele bate muito bem, é muito perigoso. Mas estamos treinando isso há um bom tempo. Temos que tentar marcar, ficar junto [sem cometer falta]”, disse.

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