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15/12/2011

BARCELONA ENTRA EM CAMPO CONTRA O AL SADD PARA EVITAR

Fossati quebra a cabeça para parar

Jorge Fossati, uruguaio técnico do clube catariano Al Sadd, sabe que as possibilidades de seu time sair vitorioso no jogo desta quinta-feira, às 8h30 (horário de Brasília), válido pelas semifinais do Mundial de Clubes, diante do Barcelona são muito pequenas. Liderado por Messi, atual melhor do mundo e favorito a receber o prêmio pela terceira vez em 2011, o clube espanhol ganhou fama por não dar chances aos melhores times do mundo na Liga dos Campeões, superando rivais como Real Madrid e Manchester United com relativa facilidade, e é o grande favorito a enfrentar o Santos na final.

A grande esperança do treinador do campeão asiático talvez resida na ideia de que os clubes europeus, quando disputam a competição, não dispensam a atenção devida, estando sujeitos a uma "enorme zebra", como definiu o próprio Fossati. A equipe catalã chegou ao apenas Japão treinou apenas três antes da estreia, após desembarcar no país na segunda, logo após a vitória por 3 a 1 diante do Real Madrid, e ainda não se adaptou totalmente ao fuso-horário local, segundo Guardiola.

Entretanto, o comandante do atual campeão espanhol e europeu deixa claro que o Barcelona entra na competição para ganhar. "Estamos aqui para conquistar o título. Disse aos jogadores que essa oportunidade não pode ser desperdiçada, porque é algo que não costuma acontecer muitas vezes na vida de um jogador", discursou o treinador, acompanhado pelo capitão Puyol. "Damos muito valor a esse torneio", afirmou o zagueiro, capitão do time.

Contudo, para evitar o desgaste, já que o time vem de uma sequência pesada de jogos, é possível que alguns jogadores do Barça sejam poupados. Puyol, Iniesta, Fábregas e Alexis Sánchez são nomes cotados para ficarem fora da partida. Isso, no entanto, não é um alento para o Al Sadd. Os substitutos Mascherano, Keita, Pedro e David Villa, seriam titulares nos maiores times do mundo e são tão perigosos quanto aqueles que substituem.

O Barça deverá colocar à prova a defesa do time asiático, considerada o ponto forte do clube. A equipe repetirá a escalação vencedora contra o Espérance, da Tunísia, e terá o entrosamento como arma para tentar parar o poder ofensivo do Barcelona.

"O Barcelona tem três ou quatro jogadores que são os diretores da orquestra: Messi, Xavi e Iniesta. Talvez possamos colocar no mesmo nível o Busquets, no meio. Mas se você olha ao redor deles vai encontrar jogadores fantásticos. Para mim, o que não tem sido bem colocado, até agora, é pensar que o Barcelona é só um monte de individualidades. Eles têm um funcionamento de time que é a grande diferença dos demais", elogia Fossati, à espera de um milagre.

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