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19/12/2011
José Eduardo Mirândola Barbosa é advogado e Jornalista Caixão ecológico
Sabe-se que a questão ecológica vem sendo um dos principais temas envolvendo os órgãos públicos, entidades e terceiro setor.
O meio ambiente, comumente chamado apenas de ambiente, envolve todas as coisas vivas e não-vivas ocorrendo na Terra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos. È o conjunto de condições, leis, influências e infra-estrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas.
A preocupação com a proteção do meio ambiente partiu de mudanças drásticas na relação de consumo, culminando com a proibição do uso de sacolinhas plásticas pelos supermercados, e agora chega até as urnas funerárias.
Nesse sentido, a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto SP., promulgou lei no início do mês de dezembro, obrigando que os caixões tenham uma proteção, uma manta absorvedora de necrochorume.
A primeira cidade brasileira a aprovar esse tipo de lei foi Curitiba – Paraná, e vem recebendo aprovação da cidade e demais entidades ligadas ao meio ambiente.
A manta absorvedora é um plástico resistente, que possui uma camada de celulose e um pó que, em contato com o necrochorume, o transforma em gel, que será retirado quando da exumação e transformado em um caso de ossos.
O chorume é um líquido produzido no processo de decomposição do corpo humano e está contaminando o lençol freático, e no caso da cidade citada, o Aqüífero Guarani.
Certo é que o preço da urna sofrerá um reajuste de cerca de R$ 50,00, em virtude do novo acessório, e que com absoluta certeza será repassado aos consumidores.
A proposta recebeu manifestação favorável, principalmente de entidades ligadas a preservação do meio ambiente, e deve ser aplicada a todos os cemitérios da cidade de Ribeirão Preto SP.
José Eduardo Mirândola Barbosa é advogado e Jornalista (MTB 58451)