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25/12/2011

BRASILEIROS COMEM APENAS 9 QUILOS DE PEIXE POR ANO

Peixe sendo preparado: brasileiros comem 9 quilos de peixe por ano

OMS recomenda 12 kg; sardinha, atum, salmão, truta e pescada são espécies ricas em ômega 3

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo anual de peixes do brasileiro é de apenas 9 Kg. A quantidade recomendada é de no mínimo 12 Kg por ano, segundo a organização.

Isso porque os peixes são boas fontes de todos os aminoácidos essenciais, que ajudam a formar as proteínas, necessárias para o crescimento e a manutenção do corpo humano. São também fontes importantes de ferro, vitamina B12, cálcio, gorduras boas e ômega 3.

“Esse alimento possui uma excelente quantidade de proteína de alto valor biológico, ou seja, possui todos os aminoácidos essenciais ao organismo humano, sendo ainda mais interessante para praticantes de atividades física”, afirmou a nutricionista Cassiana Domingues, em reportagem publicada pelo site “02 por Minuto – Portal de Corrida”.

Proteínas
Quando se fala em proteínas de alto valor biológico, significa que elas possuem todos os aminoácidos essenciais em quantidades e proporções que o organismo necessita. Para o atleta, esse é um benefício muito importante, pois a principal função dessa substância é refazer tecidos, formar enzimas e estruturar o sistema imunológico.

“As necessidades de proteínas para os corredores são maiores do que para os indivíduos sedentários, pois, na corrida, o metabolismo é mais exigido e é preciso refazer as células que são rompidas nesse processo”, explicou Mariana Klopfer, nutricionista esportiva da clínica Nutricius – Nutrição esportiva, metabolismo e qualidade de vida, de São Paulo.

Vitaminas que dão energia
Os praticantes de atividade física têm ainda um benefício especial no consumo desse alimento por ser rico em vitaminas e minerais (como vitamina A, D e as do complexo B, cálcio, fósforo, ferro, flúor). Essas substâncias melhoram todo o processo de produção de energia durante a atividade física e aumentam o aproveitamento das vitaminas e sais minerais dos outros alimentos. “Esses componentes agem ainda para potencializar o processo de conservação e desenvolvimento ósteo-articular”, complementou Cassiana Domingues.

Ômega 3, a gordura do bem
Ao contrário da carne vermelha, a de peixe possui baixa quantidade de gordura saturada, que é prejudicial ao coração e às artérias. O peixe possui gorduras poliinsaturadas e monoinsaturadas, que são benéficas e ajudam a diminuir a chance de doenças coronarianas e infartos, já que aumentam o colesterol considerado bom e inibem a coagulação sangüínea.

O destaque das gorduras poliinsaturadas da carne de peixe é o ômega 3. O consumo desse componente está diretamente associado à diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral, chamado popularmente de derrame. “Além disso, a substância reduz a pressão arterial, tem ação antiinflamatória e diminui as taxas de triglicérides e colesterol total no sangue”, disse Mariana Klopfer.

De água salgada ou doce?
Existem algumas diferenças básicas entre as espécies de mar e de rio. Ambas são fontes de proteína e vitaminas de excelente qualidade, mas os peixes de água salgada levam vantagem na quantidade de ômegas 3.

Em contrapartida, os peixes de água doce são mais leves e mais facilmente digeridos. “A textura é suave e a carne se desfaz rapidamente durante a digestão. Já os peixes de água salgada precisam ter uma parede celular firme para garantir o equilíbrio das concentrações de sal e água no corpo, nos de rios isso não é necessário”, explicou Mariana Klopfer.

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