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25/12/2011
Adriene e o jogador apresentam diferentes versões sobre o disparo, diz delegado
A jovem baleada no carro do jogador Adriano Imperador na madrugada de sábado deve permanecer internada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, para evitar infecção até a cirurgia de reconstrução da mão esquerda programada para terça-feira (27).De acordo com a assessoria do hospital, Adriene Cyrilo Pinto, de 20 anos, foi internada às 6h de sábado e deste então o ferimento foi lavado cirurgicamente, para avaliar os danos.
Neste domingo (25), o delegado Fernando Reis, da Delegacia da Barra da Tijuca (16ª DP), afirmou que o tiro partiu de alguém que estava no banco de trás do carro do jogador. O delegado explicou que os peritos junto com o delegado adjunto, Carlos César, concluíram que a pessoa que atirou não poderia estar em outra parte do carro.
De acordo com Reis, todas as quatro testemunhas do incidente na madrugada de sábado (24) afirmaram que Adriano estava no banco da frente. Apenas Adriene declarou que o atacante estava próximo a ela. Até mesmo uma amiga da jovem a desmentiu, diz o delegado.
Adriano deverá depor na 16ª DP, na tarde da próxima segunda-feira (26). Segundo Reis, a expectativa é de que Adriene seja operada na terça-feira (27) e faça parte de uma acareação na quarta-feira (28).
A investigação está muito no início. Também buscaremos por câmeras do local onde estava o carro quando ocorreu o disparo.
A confusão
Adriene foi ouvida pela polícia no hospital e disse que a arma estava com o jogador, que estaria sentado no banco de trás da BMW quando houve o disparo.
O jogador Adriano, que esteve no Barra D’Or e foi ouvido pela polícia no hospital, disse que estava sentado no banco da frente e que as quatro mulheres estavam no banco de trás, entre elas, Adriene, com a arma. A mesma versão foi apresentada pelo segurança de Adriano, o tenente reformado da Polícia Militar, Júlio César Barros de Oliveira, de 52 anos, que é o dono da pistola calibre 40 e que dirigia o carro.
Em depoimento na Delegacia da Barra (16ª DP), ele contou ao delegado-adjunto Carlos César dos Santos que, antes de entrar na boate, deixou a arma embaixo do banco e que ela deslizou para o pé da vítima com o carro em movimento. O segurança disse não saber quem fez o disparo e que não emprestou a arma para ninguém.
A versão apresentada pelo jogador é a mesma das amigas Adriana Ximenes e Daniele Pena, ambas de 28 anos, que também estavam no carro. Elas disseram à polícia que a arma estava com Adriene quando houve o disparo. A quarta mulher que estava no veículo, Viviane Faria de Fraga, 23 anos, disse que não viu quem disparou.
Polícia busca vestígios de pólvora
No hospital, peritos recolheram amostras nas mãos de Adriano e de Adriene para saber se há vestígios de pólvora. A expectativa é que o resultado saia em oito dias.
Caso não seja possível determinar quem fez o disparo, o delegado Carlos César dos Santos disse que pretende fazer uma acareação entre os envolvidos.
Ainda de acordo com Carlos César dos Santos, se for comprovado que Adriano atirou, mesmo que acidentalmente, ele responderá por lesão corporal culposa (sem intenção de matar).
A arma é de uso exclusivo das Forças Armadas. Oliveira é chefe da equipe de seguranças de Adriano e tenente reformado da Polícia Militar. Segundo a PM, mesmo estando na reserva, o porte de arma dele é legal.
Uma pré-perícia no veículo localizou a bala no forro do carro. A lataria não foi perfurada porque o carro é blindado.