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02/01/2012

RIBEIRÃO TEM 1/5 DOS CASOS DE DENGUE DO ESTADO DE SÃO PAULO

Ribeirão Preto foi a cidade paulista da dengue em 2011. A cada cinco casos registrados no Estado de São Paulo, no ano passado, um deles era de Ribeirão.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, a cidade - que teve quatro vezes mais notificações do que a segunda colocada - foi responsável por 21,2% dos casos no Estado. Os dados foram colhidos de janeiro a novembro.

O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde colocava Ribeirão com 20.203 mil casos confirmados da doença, em 2011, com 12 mortes.

Mesmo com um grande número de casos, a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Ana Alice Castro e Silva, disse que, no ano passado, todas as ações de prevenção foram feitas.

Segundo ela, os resultados das ações começaram a aparecer no fim do ano, quando, mesmo após o início das chuvas, o número de casos ficou abaixo do registrado no ano passado. "Em dezembro, tivemos apenas um caso", disse Ana Alice.

Epidemia
De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, a diminuição do número de casos da doença nos meses de novembro e dezembro não significa que não haja risco de epidemia para o ano que vem.

"Temos os três tipos de vírus circulando, e o tipo quatro da doença já foi registrado em cidades próximas. Por isso, as medidas preventivas precisam continuar".

A principal recomendação para o período de chuvas que se inicia é estar atento para os locais que podem acumular água e servir de criadouro ao mosquito.

Além de Ribeirão, as outras 17 cidades tiveram mais de mil casos notificados. Atrás de Ribeirão, aparecem, na ordem, Bauru (com 4.438 mil casos), São Paulo (4.358) e Taubaté (4.297).

Pesquisa decifra ação hemorrágica
Pesquisadores nos EUA e na Nicarágua deram um passo importante para entender por que o vírus da dengue causa sintomas relativamente leves em alguns casos e, em outros, pode desencadear hemorragias letais.

Um dos fatores de risco mais ligados à versão hemorrágica é ter sido infectado antes por um dos subtipos do vírus da doença.

O causador da dengue se divide em quatro grandes linhagens (conhecidas pelos números 1, 2, 3 e 4). Quem, por exemplo, é infectado pelo subtipo 1 e se cura fica permanentemente imune a ele.

No entanto, ganha imunidade apenas temporária aos demais subtipos. Se for infectado de novo por um deles, corre mais risco de desenvolver a doença hemorrágica.

Outro ponto crucial que favorece o agravamento da doença é a genética do vírus, que varia bastante, mesmo dentro de cada subtipo.

Fonte: Jornal A Cidade

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