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06/01/2012

CAPS ATENDE PORTADORES DE TRANSTORNOS MENTAIS

O prédio onde funciona o Centro de Atenção Psicossocial

Instituição é referência para pessoas que sofrem de depressão, ansiedade, esquizofrenia, entre outros

Há vários anos, Ituverava vem se consolidando como um pólo regional de saúde, atendendo pacientes da microrregião – que compreende as cidades de Igarapava, Aramina, Buritizal, Miguelópolis e Guará – e considerado referência para municípios próximos como Ipuã, Morro Agudo, Nuporanga, São Joaquim da Barra e Orlândia. Agora a cidade recebe mais uma importante conquista na área da Saúde Pública, e consolida cada vez mais sua atuação nesta área.

Desde o dia 11 de novembro do ano passado, está funcionando o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Viver “Eurípedes Barsanulfo”, serviço de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde), que atende gratuitamente portadores de transtornos mentais.


Em entrevista à Tribuna de Ituverava, a psicóloga e coordenadora do CAPS, Cleciana A. de Oliveira Castro, explicou sobre o funcionamento da instituição de saúde. “É um local de referência para tratamento de pessoas que sofrem de transtornos mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia, ou seja, problemas que popularmente chamamos de doenças dos nervos”, explica a coordenadora.

Atendimento
“O atendimento é direcionado para pessoas com mais de 18 anos, e o funcionamento é de segundas às sextas-feiras das 7h às 17h”, afirma a psicóloga Cleciana. Segundo ela, o CAPS atende a todas as orientações do Ministério da Saúde e está “autorizado a assistir pessoas com transtorno mental, fazendo com que as internações em hospitais psiquiátricos sejam prevenidas e possam gradativamente diminuir”.

“O CAPS Viver ‘Eurípedes Barsanulfo’ é um marco no avanço da assistência em saúde mental na região, pois representa a construção de um caminho onde o atendimento às pessoas com transtornos mentais é pautado pelo respeito, dignidade e liberdade”, observa a coordenadora.

“Desse modo, o CAPS se apresenta como um dos instrumentos mais importantes e atuais desenvolvidos nas políticas de saúde do país. É um importante dispositivo de tratamento, atendimento e resolutividade em saúde mental”, destacou.

Para ser atendido no CAPS, pode-se procurar diretamente esse serviço ou ser encaminhado pela Estratégia de Saúde da Família ou por qualquer serviço de saúde. Vale destacar que o CAPS não realiza internações, pois o atendimento é realizado de segunda à sexta-feira, entre 7h e 17h.

Como identificar o sofrimento mental

“A saúde mental envolve pensamentos, atitudes e sentimentos positivos sobre sua vida e sobre você mesmo. Todos têm problemas como medos, estresse, sentimento de solidão, porém quando percebemos que alguém vivencia um momento de sofrimento intenso, passando a se comportar de modo diferente da forma habitual de ser, apresentando dificuldades no relacionamento familiar, social, de trabalho, é preciso tentar ajudá-la e procurar apoio de um profissional de saúde”, explica.

Entenda mais sobre o CAPS

O que é CAPS?
Os CAPS são instituições destinadas a acolher os pacientes com transtornos mentais, estimular sua integração social e familiar, apoiá-los em suas iniciativas de busca da autonomia, oferecer-lhes atendimento especializado. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são instituições que visam a gradativa diminuição das internações em hospitais psiquiátricos e a superação de antigos métodos de tratamento em saúde mental.

Como ser atendido?
Para ser atendido no CAPS, pode-se procurar diretamente o serviço ou ser encaminhado pelas Unidades de Saúde da Família ou por qualquer serviço de saúde. A pessoa também pode procurar o atendimento sozinha, mas, na maioria dos casos é levada pela família, devendo ser acolhida em seu sofrimento a fim de construir um vínculo terapêutico e de confiança entre o profissional e o indivíduo que procura o serviço.

Posteriormente é traçado um projeto terapêutico individual, construído de forma estratégica para atender as atividades de maior interesse para eles, respeitando o contexto em que estão inseridos, e atendendo também as suas necessidades.

Atividades terapêuticas



O usuário neste momento também se compromete a cooperar com o tratamento, seguindo as orientações da equipe, participando de oficinas e grupos terapêuticos, atividades esportivas, oficinas expressivas (dança, pintura, argila, atividades musicais), oficinas geradora de renda, oferece atividade de suporte social, grupos de leitura e debate, que estimulam a criatividade, a autonomia, e a capacidade de estabelecer relações interpessoais impulsionando-os a inserção social.

Processo de tratamento
O processo de tratamento deve sempre contar com apoio e participação da família e da comunidade, que são muito importantes para o processo de reabilitação e reinserção das pessoas com transtorno mental, pois produzem um grande e variado conjunto de relações de troca, reforçando os laços sociais e afetivos e proporcionando maior inclusão social de seus membros.

A proposta de cuidado ao portador de transtorno mental no CAPS é baseada em ações que visam a sua reabilitação psicossocial, pela busca de autonomia e de cidadania, ressaltando a integridade e as influências biopsicossociais no tratamento a ser executado. Dessa forma o CAPS será um instrumento que viabiliza a relação entre a família e o usuário e entre o usuário e a instituição, incentivando a participação dos familiares, profissionais, e da comunidade nos projetos de tratamento propostos a fim de gerar uma parceria.

O papel da família
Apesar do sofrimento e da sobrecarga, que os transtornos mentais causam, percebe-se que a família é o elo mais próximo que os usuários têm com o mundo, por isso ela desenvolve um papel importante para seu o tratamento. Dessa forma o CAPS será um instrumento que viabiliza a relação entre a família e usuário e entre o usuário e a instituição, incentivando a participação dos familiares, profissionais, e da comunidade nos projetos propostos a fim de gerar uma parceria. O indivíduo encontra no serviço um apoio, no qual se estabelece uma relação de encontros com outros usuários e profissionais, mantendo diálogos relacionados às suas necessidades, desejos, histórias e conhecimentos específicos, trazendo uma troca de experiências, e principalmente melhorando os vínculos.

Órgão oferece atendimento diferenciado aos pacientes

Um importante diferencial do CAPS é o atendimento personalizado aos pacientes, através de tratamento realizado em um ambiente estruturado e acolhedor.

De acordo com Cleciana, o CAPS conta com equipe multiprofissional formada por duas psicólogas, dois psiquiatras, um terapeuta ocupacional, uma enfermeira Psiquiátrica, uma assistente social, uma auxiliar de enfermagem e uma atendente.

“O objetivo é oferecer atendimento diário personalizado em um ambiente terapêutico, onde são realizadas sessões individuais ou grupais, buscando fazer com que os pacientes se sintam em um ambiente familiar e acolhedor, que é fundamental para sua recuperação”, explicou.

Ainda segundo ela, o prédio do CAPS é amplo e bem estruturado, o que faz com que o atendimento seja ainda mais eficaz. “Além do espaço físico, o local é agradável, e que possibilita vários tipos de atendimentos simultâneos, como por exemplo, individuais em consultórios e em grupo nas salas de oficinas”, afirmou.

“O CAPS é um serviço aberto em todos os sentidos: tanto pela ausência de muros e de grades, quanto pela proposta de integração constante com o espaço social. Não é um pequeno hospital, pois não utiliza as aparelhagens e tecnologias hospitalares: ele trabalha, sobretudo, pela acolhida e pelos laços que estabelece com os pacientes e a comunidade”, completou Cleciana.

Saiba qual é a FUNÇÃO dos Centro de Atenção Psicossocial

*Prestar atendimento clínico diário, evitando as internações em hospitais psiquiátricos

*Acolher e atender as pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, procurando preservar e fortalecer os laços sociais do usuário em seu espaço de convívio.

*Regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental na sua área de atuação

*Dar suporte a atenção à saúde mental na rede básica

*Organizar a rede de atenção às pessoas com transtornos mentais nos municípios

*Promover a reinserção social do indivíduo através do acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

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