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09/01/2012

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO ABRANGE TODAS AS IDADES

Criança recebe vacina no Centro de Saúde; no destaque, enfermeira Ione Márcia Mendonça de Castro

Vacinas são consideradas um dos principais fatores para redução de doenças imunopreveníveis

A vacina é a principal forma de combater as doenças imunopreveníveis e infecto-contagiosas. Para proteger a população dessas doenças, o Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de Imunizações (PNI), disponibiliza um elenco de vacinas que se estende do nascimento até a terceira idade.

São quatro calendários distintos: criança; idoso; adolescente e adulto; e dos povos indígenas. Neles, constam 13 vacinas diferentes, consideradas “prioridade” à Saúde Pública do país.

Além da rotina (calendários), a população também é vacinada nas campanhas nacionais, que acontecem no país desde 1980. Em 2011 foram realizadas três campanhas: contra influenza, poliomielite e sarampo, com a imunização de quase 60 milhões de pessoas, entre crianças, adultos e idosos.

“Somos orientados pelo calendário fixo de campanhas da Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto, órgão regional ligado à Secretaria Estadual. As mobilizações acontecem, geralmente, nos meses de abril e agosto, para atender à demanda exigida pelo Ministério”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Sérgio Renato Macedo Chicote.

Segundo ele, a cobertura vacinal em Ituverava é, “em média, boa”. “Claro que, como em todo município, temos campanhas em que a cobertura de vacinação é maior e outras não são tão bons. Mas, na média histórica, a cidade atinge os índices exigidos. Para ajudar na logística de cada mobilização, temos um excelente arquivo com o histórico vacinal de todos os ituveravenses”, complementou o secretário.

Campanhas fixas tem sido
um sucesso em todo o Brasil

Nos últimos anos, as coberturas das campanhas de vacinação têm sido um sucesso. Contra a poliomielite, por exemplo, na última década, vem sendo alcançada uma cobertura acima de 95%. No Brasil, não há registro de paralisia infantil há 22 anos e de circulação do vírus autóctone do sarampo há 10 anos, havendo apenas registros de casos importados.

No caso do sarampo, somente neste ano (2011), 98% das crianças entre um e menos de sete anos de idade foram vacinadas. As ações de vacinação também contribuíram, de forma significativa, para manter a erradicação do ciclo urbano da febre amarela e da varíola no país.
Há 16 anos organizando as campanhas de vacinação no município, a coordenadora da Vigilância Municipal Epidemiológica, enfermeira Ione Márcia Mendonça de Castro, diz que a população de Ituverava dá uma “excelente resposta” aos chamados da Secretaria para as campanhas municipais de imunização.

“Mesmo com os bons números registrados na média, ainda existe uma pequena resistência de pais e responsáveis, na hora de levar as crianças para serem vacinadas. Esta cultura precisa mudar. Eles precisam se conscientizar da extrema importância de imunizar seu filho e também de se vacinarem, ao longo da vida”, ressaltou a enfermeira.

Adesão
Outros dados que comprovam a adesão da população às ações de imunização são as informações sobre a vacinação, em que o Brasil alcança altas coberturas vacinais (poliomielite 97,8%, tríplice viral – sarampo, rubéola e caxumba 99,8%, hepatite B 95,6% e tetravalente – difteria, coqueluche, tétano, Hib 97,8%).

Em 2010, foram vacinadas mais de 88 milhões de pessoas contra influenza A (H1N1) e, em 2011, 16,8 milhões de crianças de um a seis anos de idade. Ainda neste ano, foram introduzidas duas vacinas no calendário da criança: vacina anti-antipneumocócica 10 valente e a meningite C conjugada.

Dados preliminares já apontam que houve uma redução significativa do número de internações por pneumonia nos hospitais do SUS. Em 2011, além dos idosos, também foram incluídos na população alvo da campanha de vacinação contra influenza a população indígena, as gestantes e os trabalhadores de saúde.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, “todo o investimento destinado pelo Ministério da Saúde ao Programa Nacional de Imunizações é amplamente recompensado pela redução do número de casos e de mortes associadas a essas doenças”.

Em sua opinião, a vacina é um promotor da igualdade.“Toda a população brasileira incluída nos grupos alvos de vacinação, independentemente da sua situação econômica ou local de residência, podem ser vacinados nas 34 mil salas de vacina em todo o país. Todo e qualquer cidadão brasileiro tem acesso à vacina, seja ele morador do Acre ou do Rio Grande do Sul, seja rico ou pobre”, ressalta o secretário.

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