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13/01/2012
Para economizar etapa, comissão decide enviar pedidos para juiz responsável pelo inquérito
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Cohab formalizou ontem os pedidos de quebra de sigilo bancário e telefônico das acusadas de estelionato no suposto esquema de desvio de casas populares - Marta Mobiglia e Maria Rosa Lopes Ferreira, além de Regiane Inocente. A solicitação foi enviada para o juiz responsável pelo inquérito, Sylvio Ribeiro de Souza Neto, com o objetivo de "economizar uma etapa".
"Há entendimentos diferentes sobre quebra de sigilo. Corremos o risco de enviar os pedidos para o Banco Central e Telefônica e ambos serem indeferidos. Já se o juiz deferir as solicitações, não há o que questionar", declarou o vereador Samuel Zanferdini (PMDB), que explicou como funciona a quebra de sigilo, anteontem, durante reunião.
Não há previsão para que o pedido de quebra dos sigilos das três mulheres seja atendido. Entretanto o presidente da CPI, Walter Gomes (PR), acredita que possam ajudar a elucidar o caso. "Serão essenciais", afirmou.
Os pedidos de quebra de sigilo também geraram polêmica, na última reunião, porque o vereador Bertinho Scandiuzzi (PSDB) defendeu que fossem extensivos à prefeita Dárcy Vera (PSD) e a sua irmã, Marli. "Por que fazer diferença na investigação e pedir apenas para as mulheres?", questionou.
A base governista saiu em favor da prefeita. "Não há necessidade dos dois lados. A quebra de sigilo telefônico detalha os números recebidos e efetuados. É questão de ser inteligente. E alguém já chegou a pensar que ela [prefeita] pode ser vítima? É justo fazermos tantas coisas com uma vítima?", rebateu Zanferdini.