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16/01/2012
Crime aconteceu na madrugada desta segunda-feira (16). Assaltantes levaram aparelhos eletrônicos, roupas e joias.
A Polícia Civil identificou um suspeito de invadir a residência do prefeito de Mairiporã, Antonio Shigueyuki Aiacyda, na madrugada desta segunda-feira (16). O crime aconteceu por volta das 4h30, quando três homens, armados com pistolas, arrombaram o portão, entraram na casa e renderam o prefeito, a primeira-dama, o filho de Aiacyda e a namorada dele.
Os investigadores chegaram à identidade do suspeito após o filho de Aiacyda auxiliar policiais a fazer um retrato falado. O nome do homem, porém, não foi divulgado.
Segundo a polícia, o trio sabia de quem era a casa invadida e estava em busca de dinheiro. “Como é que a casa do prefeito não tem dinheiro? Cadê o dinheiro? Eles insistiram [em busca] pelo dinheiro. A sensação foi horrível. Eu não desejo para ninguém”, disse Aiacyda enquanto registrava boletim de ocorrência na Delegacia Central de Mairiporã.
Ainda de acordo com o prefeito, ele e a mulher foram surpreendidos por dois criminosos enquanto dormiam. “De repente, acendeu a luz. Um do meu lado, outro da minha esposa. E disseram: ‘Fica quietinho, que é um assalto’.”
Os criminosos não tentaram cobrir o rosto. “Eles amarraram meus braços para trás e pediram para não ficar olhando para eles”, contou o prefeito. O filho do prefeito, Gleidson Aiacyda, de 25 anos, tomava banho quando eles entraram na casa.
Os criminosos levaram aparelhos eletrônicos, roupas e joias. Entre elas, a aliança de casamento de Aiacyda, de 62 anos. “Tenho 30 anos de casado. A mão ficou vazia”, lamentou.
A casa não tem um sistema de segurança, mas o prefeito afirmou que se sentia seguro em sua residência. “Estou colocando câmeras na cidade. Estamos em processo de licitação para colocar em mais bairros para que essas pessoas sejam identificadas”, disse. O bairro Jardim Fernão Dias é considerado um dos mais populosos do município.
Os criminosos deixaram a casa antes da chegada da Polícia Militar, que fazia buscas na região nesta manhã para tentar identificar os suspeitos. “Todo procedimento investigatório quando ocorre um roubo é o mesmo, independente de ser uma autoridade ou não. É claro que se tratando de uma autoridade municipal, como é o prefeito, a gente dá uma atenção um pouco melhor ao caso”, declarou o major João Carlos Pelissari.