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23/01/2012

SÍRIA REJEITA PEDIDO DA LIGA ÁRABE DE ASSAD PASSAR O PODER

Sírios residentes no Egito fazem manifestação no Cairo em frente a sede da Liga Árabe

A Síria rejeitou nesta segunda-feira o pedido da Liga Árabe de que seu presidente, Bashar al Assad, passar o poder ao vice-presidente e a qualificou de "complô conspiratório", informou a agência de notícias oficial, Sana, que cita uma fonte oficial.

Segundo a fonte, a Síria considera a resolução adotada no domingo como "uma violação de sua soberania nacional, uma interferência flagrante em seus assuntos internos e uma infração descarada dos estatutos da Liga Árabe".

Os ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe haviam exigido neste domingo que o ditador da Síria, Bashar al Assad, transferisse seus poderes ao vice-presidente do país, Farouk al Charaa, para viabilizar a formação de um governo de união nacional no prazo de dois meses, o qual deveria legitimar uma nova eleição presidencial.

No documento, os chanceleres pediam que o ditador Bashar al Assad passasse o poder em duas semanas para seu vice-presidente. A decisão foi tomada em reunião dos chanceleres dos países membros da Liga Árabe, no Cairo, capital do Egito.

Charaa deveria convocar eleições em dois meses para formar um governo de unidade nacional, no qual a oposição e partidários do regime de Assad chegassem a um consenso, para seguir uma rota de democracia.

A Liga Árabe também queria que o futuro governo criasse em três meses uma comissão para redigir uma nova Constituição, que seria aprovada em referendo. Após o período, o Executivo teria seis meses para elaborar a nova lei eleitoral e, após promulgado o texto, convocaria eleições presidenciais, o plebiscito à Constituição e o pleito legislativo.

A fonte oficial síria destacou que os ministros da Liga Árabe deveriam "assumir sua responsabilidade para evitar que os grupos terroristas que assassinam sírios inocentes e atacam prédios governamentais e as infraestruturas do Estado se financiem e se armem".

No entanto, os ministros (da Liga) optaram por fazer "declarações provocadoras" que refletem a conexão entre aqueles que pronunciaram essas palavras e um plano que pretende que a segurança do povo sírio seja através de uma chamada a uma intervenção estrangeira nos assuntos internos do país, assegurou a fonte.

Damasco acredita que a iniciativa da Liga Árabe para dar uma solução para a crise na Síria vai contra os interesses de seu povo e não evitará que o país "avance em suas reformas políticas, e traga segurança e estabilidade a sua gente, que demonstrou durante a crise seu apoio à união nacional".

A fonte não mencionou se Damasco dará seu sinal verde à extensão durante um mês da missão dos observadores da Liga Árabe, que têm que supervisionar no terreno o cumprimento dessa iniciativa, que estipula, entre outros, o fim da violência e a retirada dos elementos armados das ruas.

As exigências da Liga Árabe eram uma tentativa de pressionar o regime sírio e evitar uma intervenção internacional, como deseja os Estados Unidos e outros membros do conselho, como o Reino Unido e a França.

Segundo dados da ONU, mais de 5.000 pessoas morreram na Síria desde meados de março passado. O regime sírio assinala que mais de 2.000 soldados foram assassinados desde essa data por grupos armados.

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