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23/01/2012
Objetivo é resolver questões substantivas, segundo a AIEA. Programa nuclear iraniano é pivô de conflito entre Teerã e as potências.
A agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou nesta segunda-feira (23) os planos de uma visita ao Irã entre 29 e 31 de janeiro e disse que seu principal objetivo é "resolver todas as questões substantivas pendentes", referindo-se à suspeita de que o programa iraniano de energia atômica tenha dimensões militares.
A suspeita é pivô de um conflito diplomático entre Teerã e as potências ocidentais, que aumentam o cerco contra o regime de Teerã.
Uma equipe sênior da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deverá buscar explicações nas conversações em Teerã para as informações da inteligência indicando que o Irã tem tentado pesquisar e desenvolver armas nucleares relevantes, afirmam diplomatas.
O governo iraniano nega que seu programa atômico tenha o objetivo de fabricar armas.
A missão da AIEA será liderada pelo vice-diretor geral Herman Nackaerts, chefe mundial das inspeções para salvaguardas nucleares, e incluirá Rafael Grossi, o diretor geral assistente para política.
"A equipe da agência vai ao Irã com um espírito construtivo e confiamos de que o Irã trabalhará conosco nesse mesmo espírito", disse em um comunicado Yukiya Amano, diretor geral da agência que tem sede em Viena.
O objetivo geral da AIEA é resolver todas as questões substantivas pendentes", acrescentou o comunicado da AIEA, confirmando pela primeira vez a data da visita.
A confirmação ocorre no mesmo dia em que a União Europeia chegou a um acordo para sanções à importação de petróleo iraniano, aumentando a pressão sobre o regime. Em comunicado conjunto, França, Alemanha e Reino Unido pediram ao Irã que interrompa imediatamente o programa nuclear.
A chancelaria iraniana, por sua vez, disse que o embargo está "fadado ao fracasso".
O governo russo, que, ao lado do da China, é contrário a mais sanções, afirmou que vai continar tentando resolver o conflito pelo caminho da negociação.