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30/01/2012
Vereadores concovam homem para depoimento. Ex-presidente da Cohab não comparece à reunião.
Os vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a venda irregular de casas populares da CDHU em Ribeirão Preto informaram nesta segunda-feira (30) que convocarão mais um suspeito de participar da fraude. Até então, duas mulheres eram as únicas investigadas pela suposta participação no esquema.
Segundo o presidente da CPI, Walter Gomes (PR), a Comissão chegou até o novo nome por meio de denúncias de pessoas que disseram ter pago a ele R$ 6 mil para comprar casas no conjunto Paulo Gomes Romeo, destinado exclusivamente à população retirada das favelas no entorno do Aeroporto Leite Lopes.
Embora o nome e a fotografia do eventual fraudador tenham sido oferecidos à imprensa pela CPI, os membros da comissão não apresentaram uma única testemunha que o acusa-se e também não souberam dizer quem é e, principalmente, onde o suspeito poderia ser encontrado. A única dica é que ele mora em Ribeirão Preto, na zona sul da cidade, na Avenida Portugal.
Além do convocado pela Câmara nesta segunda, outras duas pessoas acusadas de vender imóveis da CDHU já foram ouvidas pela CPI:Marta Aparecida Mobiglia e Maria Rosa Lopes Ferreira foram presas após serem denunciadas por pessoas que afirmam terem pagado entre R$ 1,5 mil e R$ 6 mil para comprar algumas das unidades do conjunto.
Marta chegou a acusar a prefeita Dárcy Vera (PSD) de comandar o esquema. O caso é investigado sob segredo de Justiça pela Delegacia Seccional de Ribeirão Preto.
Quebra de sigilo
A CPI também aguarda o recebimento da decisão do juiz da 2ª Vara Criminal, Sylvio Ribeiro de Souza Neto, que negou o pedido de quebra de sigilo bancário e telefônico de Marta Mobiglia e Maria Rosa Ferreira. A Comissão optou por, somente com a sentença em mãos, decidir se pedirá as quebras de sigilos em outra esféra juridica ou diretamente ao Banco Central e a Telefônica.
Ausência
O ex-presidente da Cohab, Marcelo Roselino, que era esperado na tarde desta segunda-feira (30), não compareceu à reunião para prestar depoimento. Os vereadores informaram que realizaram 12 tentativas de intimação, mas Roselino não foi encontrado. No lugar dele a Comissão espera ouvir o diretor financeiro da Companhia na época.
Pedidos negados
O vereador André Luiz da Silva (PC do B), que não faz parte da CPI, protocolou um pedido para que a comissão ouvisse outras duas vítimas do golpe. O requerimento foi negado por Samuel Zanferdini (PMDB), Bebé (PSD) e Giló (PR), mesmo antes de Silva sua solicitação.
O fato irritou o vereador de oposição Gilberto Abreu (PV). “Isso aqui não é delegacia não”, disse se referindo ao parlamentar, que também é delegado, Samuel Zanferdini.
Zanferdini argumentou que mais depoimentos “inconsistentes” irão tumultuar a Comissão. “Enquanto não houver indício de irregularidades contra a administração pública eu voto não. É um mero caso de estelionato, competência da Polícia Civil”, afirmou.