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13/02/2012

PIOMETRA PODE CAUSAR RETIRADA DO ÚTERO DO ANIMAL

Veterinários examinam cães: piometra é um grande mal para o animal

Infecção grave geralmente atinge as fêmeas de cães e gatos a partir dos 5 anos

Um mal que pode ser prevenido, na maioria das vezes. A piometra é cruel e faz muitas vítimas entre as fêmeas de cães e gatos. Trata-se de uma infecção uterina gravíssima, que acomete cadelas a partir dos 5 anos de idade, mas que pode aparecer em mais jovens.

A freqüência da doença é maior em cadelas que nunca tiveram cria; daí o equivocado dito popular: “cadela que nunca cruzou terá câncer no útero”. Entretanto, a doença também pode acometer fêmeas que já tiveram cria. Assim, acasalar uma fêmea no intuito de prevenir a infecção uterina, certamente não é um método 100% eficaz.

“Infelizmente, a doença também está associada à famosa vacina que impede que as fêmeas entrem no cio. Infelizmente, muitos donos de animais ainda fazem uso desta prática”, observa a médica veterinária Valéria Fardin, do Hospital-Escola Veterinário mantido pela Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram).
Segundo ela, são realizadas por mês no Hospital-Escola de quatro a cinco cirurgias para retirada do útero. “A causa quase sempre é a piometra, que infelizmente faz com que o animal sofra muito. Uma das soluções para se evitar doenças como esta é a castração, pois evitaria inclusive que o animal produza certos tipos de hormônios, que acabam sendo nocivos à sua saúde”, complementou Valéria.

Sintomas da doença aparecem

um mês após o último cio

Os sinais da doença aparecem, geralmente, um mês após o último cio. A cadela pára de comer, parece triste, tem febre, aumenta a ingestão de água e, conseqüentemente, a produção de urina. Apresenta vômitos.

Um corrimento vaginal abundante, espesso, de odor desagradável e cor parda ou acastanhado, é um sinal bastante característico da piometra. Os locais onde a fêmea senta ficam manchados pela secreção. Muitas cadelas lambem insistentemente a região genital e o proprietário não percebe o corrimento. Em alguns casos que denominamos "piometra fechada", esse corrimento não aparece, o que dificulta o diagnóstico.
O útero atingido pela infecção fica repleto de secreção, aumenta muito de tamanho. Com isso, o organismo começa a absorver o conteúdo purulento (pus), levando o animal a uma intoxicação pelas toxinas bacterianas.

Tratamento
Se diagnosticada a tempo, a piometra tem tratamento cirúrgico que consiste na remoção do útero (castração), associada a uma terapia com antibióticos.

“O diagnóstico é feito pelos sinais clínicos, exames laboratoriais (hemograma) e ultra-sonografia do útero para confirmação do diagnóstico. Encaminhar o animal para a cirurgia imediatamente. A recuperação é rápida após a cirurgia, pois o foco da infecção é retirado”, explicou Valéria.

Como o sinal clínico mais evidente é o corrimento, o proprietário de fêmeas com mais de cinco anos deve ficar atento e comunicar o veterinário se notar essa alteração.
“É bom ressaltar, mais uma vez, que fêmeas que já acasalaram não estão livres da piometra. O melhor método preventivo é a castração das cadelas logo após o primeiro cio”, concluiu a veterinária do Hospital-Escola da Fafram.

Sintomas
br>Polidipsia - o animal passa a beber muita água;
Poliúria - excesso de urina;
Secreção vaginal;
Animal se lambe excessivamente;
Febre;
Com o aumento progressivo do útero, o animal passa a ter dificuldade para se erguer;
No estágio de falência renal ocorre a diminuição do apetite e letargia intensa.

Hormônios ovarianos do animal podem ocasionar a doença
Dois principais hormônios ovarianos são o estrogênio e a progesterona. A piometra é causada por uma maior concentração de progesterona e/ou uma hipersensibilização do útero. Em ambos os casos são formados cistos que contêm numerosas células secretórias, produzindo uma grande quantidade de fluidos que são lançados no interior do útero.
Este fluido, além do espessamento das paredes do útero, faz com que este aumente de tamanho. Com o avanço da doença, este fluido começa a vazar pela vagina, fazendo com que o animal se lamba continuamente na tentativa de manter-se limpo.
Como no trato uterino existem bactérias que chegaram através do cérvix, elas podem aproveitar as condições próprias, como material orgânico e irrigação sanguínea, ocasionando uma resposta mais aguda com a presença de fluido e linfócitos no órgão afetado.

Após um certo tempo ocorre o fechamento do cérvix, e com o acúmulo de fluido e secreções inflamatórias, pode ocorrer a ruptura do útero e a liberação deste material na cavidade abdominal, levando o animal à morte em 48 horas, caso não haja socorro urgente.

O organismo tentará eliminar a infecção por meio da filtração renal, porém, o excesso de secreção é tão grande que há uma sobrecarga dos rins, e pode ocorrer uma falência renal, levando o animal à morte.

Tratamento
Na maioria dos casos a pan-histerectomia (retirada do útero e ovários) é o tratamento mais adequado. Porém, devido ao grave estado clínico em que essas fêmeas chegam às clínicas, geralmente ficam internadas recebendo soroterapia e antibióticos até que possam se submeter ao procedimento cirúrgico.
Em alguns casos tem sido tentado o uso de antibióticos e hormônios, porém a cirurgia ainda é o tratamento mais indicado.

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