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05/03/2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER É COMEMORADO

A ituveravense Geni Pereira de Sousa

Depois de acumularem séculos de sofrimento e discriminação, as mulheres hoje já podem afirmar

Na próxima quinta-feira, dia 8 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data homenageia este maravilhoso ser, dotado, entre outras virtudes, de transmitir e ensinar o amor a seus descendentes.

Neste dia 8 de março, as mulheres têm muito a comemorar. Sem dúvida, elas hoje podem festejar a tão sonhada igualdade com o homem, ocupando funções antes exclusivamente masculinas.

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Hoje, a mulher chegou a presidência da República – 123 anos depois de sua criação. Seguindo o exemplo de várias nações, o brasileiro elegeu como governante Dilma Rousseff, que nesta semana, figurou na lista das 100 mulheres mais influentes do mundo, proposta pelo jornal britânico The Guardian. Ela foi citada juntamente com Madre Tereza de Calcutá, a dama de ferro inglesa Margareth Thatcher; a presidente da Argentina Cristinna Kischner; a popstar Madonna e tantas outras.

O jornal descreveu a presidente brasileira como “uma guerrilheira socialista adolescente que enfrentou prisão e tortura” e que é considerada uma “administradora dura e pragmática”.

O texto citou ainda a promessa de Dilma de melhorar as condições de vida das mulheres e de ter mulheres no comando de nove dos 37 Ministérios de seu governo, um número recorde na história do Brasil.

Conquistas
Fatos como este comprovam que as mulheres conquistaram seu “lugar ao sol”, na sociedade e que o obsoleto discurso de desigualdade entre os sexos ficou mesmo lá atrás, na década de 90. Prova disso é a perpetuação da monarquia inglesa, através da Rainha Elizatbeth, que completa 60 anos. A princesa Kate Middelton : a plebéia se casou com príncipe William, segundo na linha de sucessão, e com seu carisma, vem conquistando os ingleses.

Atualmente, as mulheres estão presentes em todas as profissões, em todos os segmentos da sociedade, desenvolvendo qualquer atividade: no futebol (a jogadora Marta, eleita cinco vezes a melhor do mundo), nos principais governos mundiais (como a secretária de Estado norte-americana Hilary Clinton), na música (a popstar em ascensão Lady Gaga), entre outras.


O fato é que a mulher do século XXI é respeitada e vista de igual para igual.

Data teve origem nas manifestações russas
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917.

A idéia do dia internacional da mulher surgiu na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria.

As condições de trabalho, freqüen-temente insalubres e perigosas, eram motivo de freqüentes protestos por parte dos trabalhadores.


O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América,em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York.

Em 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist matou 146 trabalhadores a maioria costureiras.O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício.Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova York, até 11 de setembro de 2001.

Ituveravense recebe homenagem póstuma em programa de rádio
Às vésperas das comemorações do Dia Internacional da Mulher, nada mais digno do que celebrar a data tomando como exemplo uma ituveravense que se destacou por sua história de vida.

A ituveravense Geni Pereira de Sousa – falecida em 1998 e que por muitos anos exerceu a profissão de cozinheira – foi homenageada em São Paulo, no dia 9 de fevereiro, no programa de rádio “A Carta da Saudade”, apresentado pelo locutor Eli Corrêa, na Rádio Capital (1040 MHz). O radialista, que é um dos mais famosos do país, relatou a vida de Dona Geni.

A homenagem póstuma foi feita pedido de seu neto Thiago Carvalho Sousa, que reside em São Paulo. Ele enviou uma carta ao programa. “O radialista Eli Corrêa gostou da história de Dona Geni e decidiu contá-la, no bloco do programa que relembra pessoas que deixaram saudade”, explicou o neto, em entrevista à Tribuna de Ituverava.


Segundo ele, quem teve a oportunidade de conhecê-la, sabe das qualidades dos seus dotes culinários e da pessoa íntegra que era. “Minha avó sempre foi uma excelente pessoa e o ‘pilar’ de nossa família. Era muito batalhadora. Eu me lembro dela com muito carinho. Minha avó era divertida, carinhosa e atenciosa”, afirmou Thiago.


O neto ressaltou a importância de sua avó na infância.“Nasci com um problema grave de visão e tive de ser submetido a uma cirurgia. Minha avó, que sempre foi muito religiosa, fez uma promessa a Nossa Senhora Aparecida caso tudo desse certo”, destaca.

“Graças a Deus e à intercessão Nossa Senhora, a pedido da minha avó, a cirurgia ocorreu muito bem e passei a enxergar normalmente”, relembra Sousa.

homenageada foi uma das melhores cozinheiras da cidade
Geni Pereira de Sousa nasceu em 1931, em uma fazenda próxima a Ituverava. Ainda criança, ela aprendeu a cozinhar e limpar a casa. Quando cresceu, ela conheceu em Barretos, o peão José de Sousa, com quem se casou.

Depois de residir em Guará, o casal se mudou para Capivari da Mata, distrito de Ituverava, quando José de Sousa morreu, com apenas 31 anos, devido à doença de Chagas. Dona Geni ficou com cinco filhos e não se casou novamente.

Pouco depois da morte do marido, ela e os filhos se mudaram para Ituverava, onde ela começou a trabalhar como lavadeira de roupas no Hotel Caiçara e a cozinhar no seu tempo livre. Ela trabalhou no hotel por cerca de 20 anos e depois passou a se dedicar inteiramente à cozinha.

Ela foi uma das melhores cozinheiras da cidade, trabalhando para o Rotary Club, Lions Clube, lojas maçônicas e festas em geral. Em 1997, ela foi diagnosticada com câncer no intestino, vindo a falecer no ano seguinte, aos 67 anos.

Em Ituverava, ela tem os filhos José Donizete de Sousa, que é mecânico e Ana Maria de Sousa, que é atendente no Posto de Saúde Central. Também são suas filhas Sílvia Aparecida de Sousa, Carmem Conceição de Sousa e Rita de Cássia Carvalho Sousa, que residem em São Paulo. É sua filha adotiva, Tereza Ernestina Nascimento Oliveira, também moradora de São Paulo.

Para ouvir a homenagem feita pelo locutor Eli Corrêa, em seu programa "A carta da saudade", clique no link abaixo para baixar.

http://t.co/s6ZBdyLt

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