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CIDADE

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16/03/2012

PRAÇA ‘HÉLVIO NUNES’ AINDA SOFRE COM “OCUPAÇÃO” DE ANDARILHOS

43 dias se passaram e as ações planejadas para ajudar estas pessoas ainda não saíram do papel

Muito se falou e pouco se cumpriu... O fato é que a ação integrada para “retomada” da Praça Hélvio Nunes da Silva – atualmente habitada por moradores de ruas e usuários de drogas – não decolou. Os moradores continuam no local, muitas vezes usando drogas, praticando atos libidinosos e até hostilizando transeuntes.

A situação se agrava a cada dia. O número de moradores na praça cresceu muito. “O local mais parece um acampamento problemático. Não é o fato de morarem na rua ou próximo das nossas casas. Infelizmente, eles promovem algazarras infernais, acendem fogões improvisados no meio da praça, usam drogas à luz do dia e à noite”, disse um morador dos arredores, que não quis se identificar.

A situação não mudou desde a reunião entre autoridades para discutir a questão, da qual participaram o prefeito Mário Takayoshi Matsubara; a secretária do Bem-Estar e Integração Social, Delfina Sanae Maeda Matsubara; o secretário da Fazenda, Edmar Gomes Fernandes; o comandante da Polícia Militar de Ituverava, tenente Edson Castro da Cruz; o delegado do município, Wilson dos Santos Pio; o pároco Vilmar Volpato, da Paróquia Nossa Senhora do Carmo; a coordenadora do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS), Juliana Ribeiro Borges Miguel; a assistente social Maria Angélica, a psicóloga Renata Marçal, da Diretoria de Proteção Social Especial; a assistente Luciana Gambi e a Coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial, Cleciana de Oliveira Castro.

Ações conjuntas

A reunião – que foi acompanhada pela imprensa ituveravense, à convite da Prefeitura – teve o objetivo de definir ações conjuntas para amenizar o problema. Entretanto, 43 dias depois, o cenário mudou para pior. Nesta semana, a reportagem da Tribuna de Ituverava esteve no local e constatou alguns moradores de rua com panelas e colchões, indicando que fixaram residência no local.

Primeira reunião

Na primeira reunião, realizada em 1º de fevereiro, foi exposto um levantamento feito pelo CREAS, mostrando que dez moradores de rua estavam instalados na Praça. Eles pertenciam a famílias ituveravenses, mas que não eram aceitos por seus entes, devido ao uso de álcool ou entorpecentes.

A situação se agravou muito, desde então. “Agora, eles estão parando as pessoas e pedindo dinheiro. Se a gente não der, eles se revoltam e começam a xingar. Alguns, chegam a meter medo”, disse uma moradora tradicional da praça, que também não quer se identificar.

Autoridades ainda não tomaram providências sobre a situação

Nesta semana, a Tribuna de Ituverava também procurou algumas das autoridades citadas que compareceram na primeira reunião. Alguns disseram que tomaram algumas medidas e que ainda não surtiram efeito. Outros afirmaram que dependem de outras entidades e órgãos para fazerem algo.

O fato é que a situação está se agravando. E o uso de droga está cada dia mais difundido. Providencias precisam ser tomadas de forma urgente. Infelizmente, a Praça Hélvio Nunes da Silva – que no passado já foi palco de tantas homenagens e de boas lembranças para o ituveravense – hoje reflete uma triste realidade dos municípios brasileiros.

Porém, ao invés de comparações são necessárias ações concretas. Uma triagem destas pessoas poderia ser feita, disponibilizando informações como familiares e situação social. Depois disso, elas devem ser devidamente encaminhadas para tratamento contra a dependência, com acompanhamento psicológico, ou serem encaminhadas às suas famílias. Afinal, são seres humanos que precisam ser sociabilizadas, e não excluídas da sociedade.

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