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19/03/2012
O delegado da Polícia Federal, Nelson Edilberto Cerqueira exibe foto do “ponto eletrônico”, que era usado pelo grupo para fraudar vestibulares de Medicina
Com o intuito de desarticular uma quadrilha que fraudava vestibulares de Medicina em seis Estados brasileiros, a Polícia Federal (PF) realizou na manhã da última terça-feira, 13 de março, a “Operação Arcano”. Durante a operação, foram expedidos 15 mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão. Em Ituverava, uma mulher foi presa por fazer parte da quadrilha.
O grupo, que atuou por 10 anos, conseguiu fraudar pelo menos 13 vestibulares organizados por instituições privadas de ensino em São Paulo, Rio de Janeiro, Piauí, Maranhão, Goiás e Mato Grosso.
Até o momento, 15 pessoas já foram presas e liberadas, além de duas armas de fogo, que estavam com os suspeitos.
Os detidos podem responder por formação de quadrilha e estelionato, cujas penas somadas podem atingir de 2 a 8 anos de prisão. Alunos beneficiados podem responder pelo crime de estelionato.
A investigação continua para identificar os estudantes que se beneficiaram do golpe. Todos os presos já foram soltos e vão responder, em liberdade, pelos crimes cometidos.
Funcionamento da quadrilha
Para realizar a fraude, a organização contava com três grupos distintos: o primeiro cooptava os vestibulandos; o segundo se encarregava de treiná-los no uso do equipamento de comunicação conhecido como “ponto eletrônico”; enquanto o terceiro era composto por especialistas em diferentes disciplinas que resolviam a prova em suas áreas e informavam as respostas a um comando central, que as repassava para os alunos.