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19/03/2012
A pediatra Marcela Lucas RomaPediatra ituveravense ressalta a importância do exame, que deve ser feito a partir do 3º dia do bebê
Todo mundo já ouviu falar no teste do pezinho... Entretanto, poucas pessoas sabem exatamente para que ele serve. O exame ficou popularmente conhecido dessa forma por ser realizado através da análise de amostras de sangue coletadas do calcanhar do bebê. Por ser uma parte do corpo rica em vasos sanguíneos, o material pode ser colhido através de uma única punção, rápida e quase indolor.
Trata-se de um exame laboratorial, cujo objetivo é o diagnosticar, de forma precoce e prevenir doenças metabólicas, genéticas e ou infecciosas. É um procedimento simples e que não traz riscos para a criança. A coleta pode ser venosa.
A pediatra Marcela Lucas Roma, 28 anos, formada pela Universidade de Uberaba, com residência médica em Pediatria e Gastroenterologia Infantil, e pós-graduada em Emergências Pediátricas, falou sobre o teste. “Em 1992, o teste se tornou obrigatório em todo o país, através de uma lei federal. Em 2001, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal, com o objetivo de atender a todos os recém-natos em território brasileiro”, explicou
Importância
A médica ressaltou a importância do exame. “O teste deve ser realizado entre o 3º e 5º dia de vida do recém-nascido. Ele possibilita fazer o diagnóstico precoce de várias doenças e, assim, realizar o tratamento adequado, melhorando muito a sobrevida. Em nosso meio, a doença mais comum diagnosticada é a anemia falciforme”, observa a pediatra ituveravense.
Segundo ela, atualmente, já existe uma versão ampliada do exame, que permite identificar mais de 30 doenças antes que seus sintomas se manifestem. Entretanto, Marcela reconhece que esta versão do teste não é acessível a todos. “Trata-se, no entanto, de um recurso sofisticado e ainda bastante caro, não disponível na rede pública de saúde”, complementou.
“Vale lembrar a importância de levar o resultado do exame ao pediatra, para esclarecer as dúvidas e acompanhar o desenvolvimento do bebê, visto que muitas outras doenças neurológicas e genéticas não são diagnosticadas pelo teste do pezinho, como, por exemplo, a síndrome de Down.
Exame também poderá diagnosticar fibrose cística
Dia 5 de setembro é Dia Nacional de Divulgação e Conscientização da Fibrose Cistica. Verônica Stasiak, quando soube que tinha fibrose cística, percebeu a importância de divulgar essa doença, de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce e correto, de unir portadores e familiares.
Criou o site:
www.unidospelavidafc.com. Uma iniciativa que merece ser aplaudida. Verônica tem toda razão. No Brasil, a maioria dos casos permanece ainda sem diagnóstico. E, infelizmente, a doença pode ser detectada já no terceiro dia de vida do recém-nascido e, com isso, realizar tratamento.
Fenilcetonúria: é uma doença genética caracterizada pela ausência ou carência de uma enzima ligada ao metabolismo do aminoácido fenilalanina. Esse aminoácido está presente na proteína de vários alimentos, como a carne, o leite e os ovos. Quando não é "quebrado" adequadamente pela enzima, gera um acúmulo excessivo no corpo que pode levar a gravíssimas lesões no sistema nervoso central, com comprometimento no desenvolvimento neurológico da criança.
Hipotiroidismo congênito: neste caso a glândula tireóide não funciona de forma adequada, com baixa produção de hormônios, a criança não tratada, pode apresentar retardo mental grave e baixa estatura.
Anemia falciforme: é uma doença hereditária (passa dos pais para os filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo. Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra.
Fibrose cística: Doença genética, a fibrose cística (também chamada de mucoviscidose) é caracterizada pelo transporte deficiente do cloro e do sódio nas membranas celulares, o que leva à produção de um muco grosso e pegajoso. Esse muco pode provocar entupimento nos pulmões, causando dificuldades respiratórias e facilitando a proliferação de bactérias. Cursa também com sintomas digestivos e gastrointestinais.