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23/03/2012
Funcionários da Regional de Saúde de Franca cruzam os braços
Dos 100 trabalhadores da Regional de Saúde de Franca (DRS-8) 70% deles cruzaram os braços nesta quinta-feira. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Saúde, a greve atingiu perto de 70 funcionários que protestaram sobre várias questões, observou Ricardo de Oliveira, diretor regional do Sindicato. Os manifestantes pedem reajuste salarial de 26% e regulamentação de jornada
Os funcionários do setor administrativo da Diretoria Regional de Saúde (DRS) de Franca decidiram entrar de greve na manhã de ontem por várias questões entre eles assédio moral e baixos salários. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 26%, aumento do auxílio alimentação, regulamentação da jornada de trabalho, aumento do prêmio de incentivo e aposentadoria especial.
"Nós estamos em campanha salarial. Março é o mês da nossa data base. Nós apresentamos a pauta de reivindicação desde janeiro, agora, com essa paralisação, é que o governo resolveu nos chamar para conversar e ficou definido que vai ter uma mesa de negociação, que deve terminar os seus serviços até a metade de abril. Se essa mesa não resolver as nossas reivindicações, nós devemos estar decretando greve por tempo indeterminado", afirma o diretor regional do Sindicato dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (Sindsaúde) em Franca, Ricardo de Oliveira.
A DRS de Franca responde por 22 municípios da região. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, a população continua sendo atendida. Na sexta-feira (23) o Sindsaúde vai fazer uma nova assembleia para decidir se vai continuar com a greve.
A data-base da categoria é 1º de março. A pauta de reivindicações foi apresentada ao secretário Estadual da Saúde, Giovanni Cerri, no início do mês pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), mas nenhuma resposta foi dada.
"O governo está cortando direitos do trabalhador, a começar pelos salários", disse o presidente do SindSaúde, Benedito Augusto de Oliveira. A expectativa do dirigente é que a secretaria entre em contato com o sindicato entre hoje e amanhã para iniciar processo de negociação".
No ano passado, o governo concedeu reajuste de 7% aos servidores da saúde, considerado insuficiente pela entidade para repor a defasagem ocorrida dos últimos anos.