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23/03/2012
Equipe de Vôlei FemininoMulheres se reúnem duas vezes por semana, no Ginásio Municipal de Esportes
Por mais que outras modalidades também se destaquem, os outros esportes não representam tão bem o Brasil quanto o vôlei e futebol. São nessas modalidades que as seleções nacionais sempre se destacam.
No vôlei, a história de conquistas do Brasil é antiga. Além disso, o país sempre teve nomes de destaque neste esporte, como Fernanda Venturini, Paula Pequeno, Fofão, Sheila e Ana Mozart no feminino, e Giba, Dante e Rodrigão, no masculino. Outro destaque é o treinador Bernardinho, que já esteve à frente da seleção masculina e feminina em diversas conquistas.
Ituverava
Em Ituverava, uma equipe feminina de vôlei se reúne para praticar o esporte há 4 anos. Os treinos acontecem duas vezes por semana, às quintas e sextas-feiras, no Ginásio Municipal de Esportes, entre 17h e 19h.
Além de treinarem, as atletas disputam amistosos e competições em Ituverava e região. Hoje fazem parte da equipes, 16 atletas com idade entre 16 e 45 anos.
O início
Segundo a atleta Roselaine Aparecida Silva Baltazar, que joga vôlei a 40 anos, a idéia de formar a equipe surgiu após uma reportagem transmitida pela TV. “A enfermeira da Secretaria da Saúde, Miriam Cristina Turati Saito e eu vimos uma matéria na TV, que mostrava que praticar um esporte após o expediente no trabalho, alivia o estresse. Diante disso, decidimos formar um time de vôlei na cidade”, explica.
“No início, os treinos eram realizados na escola ‘Rosa de Lima’, porém com o passar do tempo, a turma foi aumentado e se popularizando, então, para ficar mais fácil para as atletas, os treinos passaram a ser no Ginásio Municipal de Esportes”, ressalta Rose.
Seriedade
Ela conta que logo que as aulas iniciaram, as atletas demonstraram interesse em participar de competições. “Os treinos sempre foram levados com muita seriedade por todas. Com isso, conseguimos formar uma boa equipe, que chegou a ser campeã de um campeonato regional em Igarapava e a obter a segunda colocação na Taça 10 de Março, no ano passado”, destacou.
“Vale destacar que se alguma pessoa do sexo feminino desejar treinar e tiver essa mesma vontade de praticar o esporte, pode se dirigir ao Ginásio Municipal de Esporte nos dias de treino e ingressar na turma”, enfatizou Rose.
Benefícios
Para Rose, além de divertido, o vôlei traz muitos benefícios para a saúde. “Melhora o desempenho da mente e da memória, alivia o estresses e proporciona uma qualidade de vida bem melhor. Inclusive, muitas pessoas até passaram a dormir melhor”, afirma.
“O problema da modalidade é que ela está meio ‘apagada’ na região, então, pois não existem muitas equipes para confrontarmos”, conta Rose.
Falta de investimento
A esportista destaca que mesmo o Brasil tendo equipes de vôlei masculino e feminino que estão entre as melhores do mundo, o esporte não é incentivado em Ituverava. “Isso é lamentável. Tanto o Poder Público quanto a iniciativa privada deveriam investir mais, pois tem muitos jovens com potencial esportivo para ser revelado”, completou Rose.
Vôlei
A idéia do vôlei surgiu em 1895, quando o americano William George Morgan, que assumira naquele ano a função de professor de Educação Física na faculdade YMCA (Associação Cristã de Moços) de Holyoke, Massachusetts (EUA), tentava criar uma nova competição em quadra coberta que pudesse ser praticada pelos seus alunos.
Antes de se formar na faculdade da YMCA em Springfield, Morgan conheceu James Naismith, que havia criado o basquete em 1891. No entanto, o basquete era muito intenso e com muito contato físico, o que era um atrativo para os jovens. E a intenção de Morgan era criar um jogo recreativo que ao mesmo tempo fosse competitivo e sem contato físico, para atrair o público mais velho. Morgan batizou o esporte por Mintonette.
No início de 1896, uma conferência foi organizada na faculdade YMCA de Springfield, na qual estiveram presentes todos os professores de Educação Física da escola. Morgan, então, foi convidado pela direção para fazer uma demonstração de seu jogo no ginásio recém-inaugurado da faculdade.
Origem do nome
Após assistir à demonstração e ouvir as explicações de Morgan, o professor Alfred T. Halstead chamou a atenção para a ação do vôo da bola por cima da rede (voleio), sem tocar o chão, e propôs que o nome Mintonette fosse substituído por Volley Ball. O nome foi aceito por Morgan e pela conferência, permanecendo desta forma até 1952, quando o Comitê Administrativo da então Associação de Volley Ball dos Estados Unidos votou pela pronúncia do nome em apenas uma palavra, passando para a forma definitiva Volleyball
Em 1916, um artigo do Guia de Vôlei Spalding escrito por Robert C. Cubbon estimou que os praticantes de vôlei nos EUA já totalizava 200 mil. Naquele mesmo ano, a YMCA conseguiu que a NCAA (a maior liga de esportes universitários dos EUA) divulgasse a nova categoria em seus artigos, contribuindo para seu rápido crescimento entre os jovens universitários.
Oficialização das regras
Em 1918, o número de jogadores por time foi limitado a seis e, em 1922, o número máximo de toques na bola permitido foi fixado em três. Até os anos 30, o vôlei foi praticado mais como uma forma de recreação e lazer, e houve poucas competições. Isso devido ao fato que havia diferentes regras em várias partes do mundo. Entretanto, campeonatos nacionais já eram disputados nos países da Europa oriental, para onde o esporte foi levado pelos soldados americanos a partir de 1915, na 1ª Guerra Mundial. Também em função da 1ª Guerra Mundial, o Egito foi o primeiro país africano a descobrir o vôlei.
Vôlei no Brasil
Não se tem registro de quando o vôlei chegou às terras brasileiras. Oficialmente, a primeira competição no país foi realizada em Recife (PE), em 1915, organizada pela Associação Cristã de Moços (ACM) local, e com regras e regulamento definidos. Assim, tudo leva a crer que o esporte já era praticado informalmente antes desta data. A partir daquele momento, entretanto, colégios de outras cidades pernambucanas passaram a ter o vôlei como uma de suas disciplinas de educação física. Dois anos depois, em 1917, o esporte chegou à ACM de São Paulo.
A primeira competição internacional da qual o Brasil participou foi o 1º Campeonato Sul-Americano, em 1951, mesmo antes da fundação da Confederação Brasileira de VolleyBall (CBV), em 1954. O Sul-Americano foi patrocinado pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), com o apoio da Federação Carioca de VolleyBall, e foi disputado no ginásio do Fluminense, no Rio de Janeiro, entre 12 e 22 de setembro daquele ano, sendo campeão o Brasil, no masculino e no feminino.
As regras
Para praticar vôlei, é necessário 6 jogadores para cada equipe. A quadra é divida por uma rede e nenhum jogador pode tocá-la. A bola só pode atravessar se passar pela rede. O jogo começa com um dos times sacando e só acaba quando atinge o número mínimos de pontos para fechar o set.
Ganha o jogo, a equipe que vencer três sets. Os sets não têm duração de tempo demarcada, só acaba quando um dos times alcançar 25 pontos; após isso, a diferença entre eles deve ser de 2 pontos. Caso as equipes empatem em dois sets a dois, a decisão vai para o tie break, que vai apenas até 15.
Cada time deve tocar, no máximo três vezes na bola antes que ela passe pela rede; tocar mais de três vezes é considerado punição. A quadra de vôlei mede 18 x 9 metros e a rede fica a uma altura de 2,43 metros no masculino e 2,24 metros no feminino; essa é a única diferença entre o vôlei praticado por homens e mulheres.
Os jogadores podem evitar que a bola caia em sua quadra, usando qualquer parte do corpo (antes não era válido usar membros da cintura para baixo, mas as regras foram mudadas). O mesmo jogador não pode dar dois ou mais toques seguidos na bola, exceção no caso do toque de bloqueio.
O ace ocorre quando o jogador marca um ponto de saque.
Rodízio
No vôlei os atletas mudam de posição quando sua equipe ganha o direito de sacar. Neste caso os atletas avançam uma posição, sempre no sentido dos ponteiros do relógio: o jogador da posição 2 vai para a posição 1 para sacar, o jogador da posição 1 vai para a posição 6, etc.