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23/04/2012
Adestradora abraça animal utilizado na EquoterapiaVeterinários ituveravenses falam sobre este tipo de tratamento e suas recomendações
Desde os tempos mais remotos, o homem busca a cura dos males do corpo e do espírito à luz das crenças de cada época. Hipócrates, médico de 460 a.C, foi primeiro homem a mencionar a Equoterapia como importante prática para a saúde. Ele afirmava que a equitação era útil para “regenerar a saúde e preservar o corpo humano de muitas doenças, mas, sobretudo, para o tratamento da insônia”.
A Equoterapia utiliza o cavalo como agente promotor de benefícios físicos e psíquicos. “Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio”, explica o veterinário Edmilson Rodrigo Daneze, que está no Programa de Aprimoramento em Clínica e Cirurgia de Grandes Animais, do Hospital-Escola Veterinário mantido pela Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram).
A interação com o cavalo também desenvolve novas formas de socialização, autoconfiança e auto-estima. “O passo do cavalo, quando regular, determina um ritmo que se torna para um embalo para o cavaleiro. Quando o praticante está em cima do cavalo ele é estimulado nos sentidos do tato, olfato, visão e audição automaticamente”, ressalta a veterinária Brunna Louise Nunes de Sousa, que também é aluna do mesmo Programa.
Eles recomendam a equoterapia para o tratamento de portadores de necessidades especiais. “Assim, como qualquer ser humano, estas pessoas têm características individuais. Por isso, torna-se necessário a elaboração de um programa específico e com acompanhamento personalizado”, complementou Danese.