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27/04/2012

ONGS PROMETEM SUSPENDER RODEIOS NA REGIÃO DE RIBEIRÃO PRETO, SP

Boi que seria utilizado em montaria no Ribeirão Rodeo Music

Rodeios na região de Ribeirão Preto (SP), onde são realizadas algumas das principais festas do peão do país - como a de Barretos (SP) -, estão ameaçados. Organizações não-governamentais (ONGs) de proteção animal prometem recorrer à Justiça para conseguir suspender as provas com argumentos semelhantes aos usados nesta quinta-feira (26), quando uma decisão da 2ª Vara Cível cancelou as montarias no Ribeirão Rodeo Music.

A liminar concedida em favor da Associação Focinhos estipulou multa diária de R$ 50 mil caso o evento utilize instrumentos que possam caracterizar maus-tratos aos animais no rodeio. O texto cita peças como cordas, pateiras, esporas, choques elétricos, laços e o sedém – instrumento que pressiona o órgão genital do animal para que ele salte.

A presidente da Associação Vida Animal (AVA), Maria Cristina Dias, disse que entrará em contato com representantes de ONGs e protetores da região para orientá-los sobre como intervir por meio de ações judiciais com esta. “Se um juiz decidiu em Ribeirão, nós temos chance de outros magistrados também interpretarem a lei da forma correta como ela é, o que é difícil em nosso país. Nós vamos conseguir proibir os maus-tratos nas arenas”, disse.

Maria Cristina afirmou ainda que pretende conversar com os vereadores para conseguir aprovar uma lei que impeça a realização dos rodeios em Ribeirão, como já acontece em Araraquara (SP). Ela disse não acreditar, entretanto, que será recebida pelos representantes do Legislativo. “Não sei o que podemos esperar da Câmara, porque o nosso problema é a cultura do agronegócio. O que dificulta aqui é o perfil da cidade e das nossas autoridades, mas vamos tentar até o fim”, afirmou.

Rodeo Music
Os realizadores do Ribeirão Rodeo Music comunicaram que pretendem recorrer da decisão nesta sexta-feira (27) e que as montarias previstas para os próximos dias – o evento vai até 30 de abril – ocorrerão normalmente. Eles alegam que têm respaldo de uma decisão judicial de 2005 para prosseguir com a atividade no município.

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