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07/05/2012
Os veterinários Edmilson Danese e Brunna Louse Nunes de Sousa, no Hospital-Escola da Fafram Apesar de ser relativamente comum, distúrbio ainda causa muitos prejuízos para os criadores
Pode parecer estranho, mas quem é criador ou lida com cavalos, sabe: as cólicas são terríveis males que acometem os eqüinos. Para se ter uma idéia, de acordo com números do Brasil, as cólicas são uma das emergências mais comuns nos hospitais veterinários, na frente até mesmo dos traumatismos e dos ferimentos graves.
Apesar de ser relativamente comum, esse distúrbio ainda causa muitos prejuízos para os criadores, principalmente devido ao custo do tratamento e ao elevado número de vítimas fatais. A cólica eqüina é um problema muito grave, que aparece rapidamente e pode levar o animal à morte se não for tratada com urgência.
“É conhecida popularmente como ‘nó nas tripas’, justamente porque os sintomas se caracterizam por dor abdominal, que pode ser leve ou intensa. O termo ‘cólica’ é utilizado para englobar todas as crises de dor abdominal”, explica o médico veterinário Edmilson Rodrigo Daneze, do Hospital-Escola Veterinário, mantido pela Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram).
Segundo ele, a síndrome cólica é um conjunto de sintomas e sinais que associados à história clínica do animal “refletem aspectos fisiológicos no trato gastrointestinal que evidenciam o desconforto abdominal, característicos em eqüídeos, em específico o eqüino”, explicou o médico veterinário, que à pedido da Tribuna de Ituverava falou sobre o problema, juntamente com a também veterinária do Hospital, Brunna Louise Nunes de Sousa. Ambos fazem parte do Programa de Aprimoramento em Clínica e Cirurgia de Grandes Animais, mantido pela Fafram.
“A Síndrome Cólica ou abdômen agudo é um quadro de dor abdominal, que pode envolver qualquer órgão da cavidade abdominal. É uma das maiores causas de óbito na espécie eqüina. Os distúrbios podem ser gástricos ou intestinais, obstrutivos ou não, com ou sem estrangulamento vascular”, observou Daneze.