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11/05/2012
O diretor da Fafram, Márcio Pereira, fala na abertura do evento (primeiro plano), e o presidente da APPA, Ronaldo Spirlandelli de Oliveira, sentado com o chapéu na mão
Estimular o produtor a redescobrir o algodão. Esta foi a conclusão que chegaram os participantes do 1º Encontro Técnico da Cultura do Algodão na Região da Alta Mogiana, realizado na última terça-feira, 8 de maio, na Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram). O evento foi promovido pela Associação Paulista dos Produtores de Algodão (APPA), em parceira com a instituição de ensino.
Em entrevista à Tribuna de Ituverava, o presidente da APPA, Ronaldo Spirlandelli de Oliveira, afirmou que, hoje a cotunicultura vive uma nova realidade e que por isso é necessário “reapresentá-lo” ao produtor rural.
“O algodão precisa de uma gerência diferente do passado, com novos meios de produzi-los e novas áreas para ser plantado. Desta forma, a técnica de administrar a cultura está diferente e esta nova realidade deve ser aprendida e utilizada”, explica Spirlandelli.
Segundo ele, uma parceria entre a APPA e a Fafram pode ser firmada, com este objetivo: reapresentar o algodão e seu atual modo de cultivo para o produtor regional. “Hoje a região vive a realidade da cana-de-açúcar. Entretanto, a partir de agora, esta cultura não poderá ser plantada em áreas mais inclinadas, com relevo diferenciado. Então, a APPA e a Fafram deverão desenvolver projetos para utilizar estes locais e incentivar o plantio de algodão”, complementou o presidente.
Encontro
Spirlandelli avaliou ainda o “1º Encontro”. “Acho que foi muito bom. Embora com pouca adesão de produtores da região – pois, são poucos que ainda produzem algodão aqui –, tivemos um bom número de participantes. As empresas parceiras também gostaram do evento e dos novos conhecimentos que foram passados sobre a cultura”, disse.
O diretor da Fafram, Márcio Pereira, agradeceu a presença dos produtores, estudantes de Agronomia e profissionais da área. “A cotonicultura desperta o interesse dos agricultores. A todos os participantes, nosso obrigado. O algodão atualmente ocupa áreas do cerrado, na região Centro-Oeste, mas, com incentivo, é possível ‘redescobri-lo’”, diz.