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19/05/2012

USO DE COMPUTADOR EM PROVA DE CONCURSO COMEÇARÁ A SER TESTADO

Cespe/UnB prepara para o próximo semestre a primeira seleção informatizada

Ouso de computadores para realização de provas de concursos públicos está prestes a ser testado. O Cespe/UnB anunciou, no início do mês, que está preparando para o próximo semestre a aplicação, em escala nacional, de Testes Adaptativos Computadorizados (CAT, na sigla em inglês) em provas objetivas de certificações, avaliações e seleções públicas. Esse método avalia o candidato em uma prova apresentada no computador, calculando sua proficiência de forma dinâmica, considerando as respostas às questões, por meio da Teoria de Resposta ao Item (TRI).

O software desenvolvido pelo Centro, que faz o cálculo do desempenho do candidato, está sendo aperfeiçoado para permitir aplicações, com segurança, em redes de computadores que poderão ser instaladas em polos de diferentes cidades ou estados.

Polêmica
O assunto é polêmico. Especialistas discutem se esta modalidade é ou não apropriada à aplicação em concursos públicos. Sérgio Camargo, advogado especializado em concursos, é favorável ao projeto “já que vivemos numa era digital, diante de um avanço tecnológico muito maior do que o social, com os jovens cada vez mais cedo interagindo por meio da internet e das redes sociais”. Como ponto positivo deste modelo, ele destaca a rapidez em todo o processamento da informação.

Paulo Estrella, diretor da Academia do Concurso, acredita que, com o passar do tempo, as provas por computador acabarão substituindo o atual modelo. Porém, ele ressalta que o custo inicial para aplicar essas provas em larga escala ainda é muito alto: no lugar do caderno, cada candidato terá à sua frente um computador para fazer a prova. O custo para organizar grandes concursos pode chegar à beira do inviável no início do projeto.

Nova plataforma tecnológica
Críticas à parte, os consultores entendem que este será o caminho natural para todas as bancas examinadoras. “A banca que não adotar este modelo, perecerá. Os custos da atual operação é alto e se repete a cada prova. Com a mudança do modelo, o investimento alto inicial pode ser diluído nas novas provas organizadas com custo absurdamente mais baixo”, conclui Estrella.

Vantagens e características

Na opinião de Leonardo Pereira, diretor do Instituto IOB, a questão não é saber se esta modalidade vai pegar. Partindo do princípio de que as vantagens iniciais apresentadas são muito louváveis — ele destaca a redução com custos de deslocamento do material e do impacto ambiental, além da praticidade de aplicação de exames no Brasil inteiro, pois acredita que é necessário um choque de realidade.

Segurança
Pois o principal nó a ser desatado é, justamente, a questão da segurança, que não se resume ao controle da invasão por hackers. Segundo Estrella, quando falamos em informatizar o processo, é preciso levar em conta que toda a operação ocorre nos bastidores, onde as pessoas encarregadas em encontrar falhas são as mesmas que podem fraudar. E ressalta: no mundo virtual, a transparência é menor e temos muito menos meios de controle.

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