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25/05/2012

JOVEM LEVA TIRO DE BORRACHA DA POLÍCIA MILITAR

Caso teria ocorrido na entrada de Igarapava após vítima ter sido seguida por viatura da PM de Delta (MG)

Um jovem de 21 anos que levou um tiro de borracha e ainda diz que foi algemado e apanhou de três policiais militares de Minas Gerais, já em Igarapava (SP). O caso será investigado pela Corregedoria da PM.

Na madrugada do dia 13 de maio, Alissom Mateus Messias voltava de Delta (MG) para Igarapava, onde mora. No carro, estavam mais dois amigos, ambos de 19 anos. Segundo o rapaz, em Delta, policiais militares pediram para que ele acendesse o farol do carro, pois ele dirigia apenas com a lanterna acessa. Alissom seguiu a orientação e continuou a viagem.

A 200 metros da entrada principal de Igarapava, o jovem viu que uma viatura da PM o seguia. "Eles me mandaram parar. Eu fui reduzindo a velocidade. Eles encostaram do lado do meu carro e gritaram ‘para aí’ e já deram um tiro", conta Alissom. O jovem se assustou e acelerou. "Eu pensava que era um tiro de verdade. Eu estava sangrando e o barulho foi muito alto", afirma.

Um dos amigos também foi atingido por estilhaços. Depois do tiro, Alissom seguiu para a Santa Casa da cidade, mas perdeu o controle do carro e bateu na guia da pista e depois no portão de uma casa. "Quando eu desci, os policiais me derrubaram, me algemaram e começaram a me chutar", conta. Segundo o jovem, os dois amigos dele também foram algemados e agredidos pelos policiais.

De acordo com Alissom, somente depois que a polícia de Igarapava chegou ao local, os PMs de Minas pararam com a agressão. "Eles revistaram a gente e o carro e viram que não tínhamos nada", garante.

Os rapazes foram levados para a Santa Casa, onde foram atendidos e liberados. Todos foram encaminhados após o atendimento à delegacia para prestar depoimento, juntamente com os três policiais mineiros. O carro de Alissom foi apreendido pela polícia, pois ele dirigia sem carteira de habilitação.

Corregedoria espera denúncia
Segundo o major Gilmar Luciano Santos, chefe da sala de imprensa da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, o caso de Igarapava deve ser apurado pela Corregedoria da PM, já que se trata de um crime militar.

"O episódio deve ser levado à Corregedoria da PM através de denúncia, que pode ser anônima. Assim que a Corregedoria receber a denúncia, será aberta uma portaria de inquérito policial militar. Será então expedida uma carta precatória à polícia do estado onde o crime ocorreu para o reclamante ser ouvido", explica o major da PM.

Segundo Alissom, o advogado dele já está preparando as provas para levar a denúncia à Corregedoria. O rapaz já fez o exame de corpo de delito. O delegado de Igarapava não foi encontrado para falar sobre o assunto.

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