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03/06/2012
Profissionais reclamam que estão há três meses sem receber. Administração culpa Prefeitura por falta de repasse financeiro.
Os médicos da Santa Casa de Pitangueiras (SP), o único hospital da cidade, entraram em greve para protestar pela falta de pagamento. Segundo os profissionais, os salários estão atrasados há três meses. Apesar dos serviços de urgência e emergência não terem sido interrompidos, pacientes com quadros mais graves e que precisarem de internação terão que ser transferidos para ouros hospitais da região. A entidade atende 150 pessoas por dia.
“Uma gestante que chega em trabalho de parto, então ela precisa fazer um parto normal ou uma cesariana, um acidentado que precisa de uma cirurgia ortopédica, uma cirurgia de uma fratura exposta, uma fratura de urgência, uma criança que estava internada com pneumonia, são casos que precisam de internação e vão requerer um especialista, então vai precisar encaminhar (para outro hospital)”, relata o vice-diretor da Santa Casa, Mauricio Vani. A paralisação conta com a adesão de 11 médicos que atuam em sete especialidades. Em janeiro o hospital teve que pedir um empréstimo de R$ 130 mil para sanar dividas trabalhistas. O provedor da instituição, João Rocha Silva, explica que a folha de pagamento é de R$ 84 mil por mês, sendo que metade do valor deveria ser pago pela Prefeitura da cidade, o que não vinha acontecendo.
“Se eu pagar a parte da Santa Casa os médicos vão ser obrigados a voltar (ao trabalho) e eles não querem, querem receber o valor inteiro. A Câmara Municipal aprovou em março R$ 600 mil para estar repassando à Santa casa de forma de subsidio. Esse dinheiro seria revertido ao pagamento desses profissionais. A Prefeitura deixou de repassar esse dinheiro”, relatou Silva.
O provedor está preocupado com a distância entre os hospitais da região e a Santa Casa de Pitangueiras. “O hospital mais próximo fica a 40 quilômetros, e nesse caminho pode acontecer alguma fatalidade”, conclui.
Em nota, a Prefeitura contestou a versão dos médicos e afirmou que não existe atraso no repasse para o hospital. O órgão esclareceu que os pacientes com quadros mais graves serão atendidos por ambulâncias municipais e levados até a Santa Casa de Sertãozinho. A assessoria de imprensa também informou que nenhum responsável foi encontrado para falar sobre a verba que foi aprovada pela Câmara Municipal, mas que não estaria sendo repassada ao hospital.