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04/06/2012
Ricardo Teixeira deixou o comando da CBF em março, mas seu nome continua cada vez mais ligado a escândalos no futebol brasileiro.
Supostamente vivendo em Miami desde que renunciou ao posto de “mandachuva” do futebol brasileiro, o ex-cartola, agora, terá que explicar porque recebeu R$ 705 mil dos sócios da Ailanto Marketing, empresa acusada de desviar dinheiro público de um jogo da seleção.
Segundo reportagem veiculada pela Folha neste domingo (3), com direito à exibição de cheques nominais ao cartola, Teixeira recebeu dinheiro dos organizadores de um amistoso disputado contra Portugal, em 2008.
A documentação da partida disputada no Distrito Federal foi apreendida pelo Ministério Público após o órgão tomar ciência da utilização de R$ 9 milhões de dinheiro público na organização do amistoso.
A reportagem informa ainda que a Ailanto nega irregularidades no recebimento de R$ 9 milhões e diz que cumpriu todas as exigências do contrato para a organização do amistoso.
A Record produziu uma série de reportagens comprovando as falcatruas de Ricardo Teixeira em seu tempo de mandatário na CBF. Um relatório divulgado pelo Conselho da Europa, instituição que defende a transparência e os direitos humanos no continente europeu, comprova a ligação de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e João Havelange, ex-chefão da Fifa, no esquema de desvio de dinheiro e recebimento de propina no caso ISL.
O caso ISL não foi o único em que Ricardo Teixeira teve seu nome envolvido. Como noticiaram a TV Record e R7, o ex-chefão da CBF esteve envolvido em outras séries de negócios suspeitos, que vão da lavagem de dinheiro a desvio de verbas públicas.
Em outra parceria suspeita, esta com o presidente do Barcelona, Sandro Rossell, Teixeira se beneficiou da negociação de uma partida entre Brasil e Portugal, em 2008, para encher seus cofres particulares.
O Ministério Público do Distrito Federal chegou a pedir a devolução do dinheiro pago pelo governo do DF para organizar o amistoso, valor que chega a R$ 9 milhões.
Além da Sanud, outras empresas foram criadas por Teixeira para esconder suas movimentações suspeitas e movimentações ilegais. Tais ações, investigadas na CPI do Futebol, levaram o Congresso a pedir o indiciamento do dirigente, mas ele escapou ileso, na época.
Pressionado pela série de denúncias da Record, Teixeira renunciou aos cargos de mandatário na CBF e no COL (Comitê Local da Copa) e à sua cadeira na Fifa, no dia 12 de março.