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07/06/2012

OBSERVADORES DA ONU RECEBEM TIROS E SÃO BARRADOS NA SÍRIA

Um dos veículos dos observadores da ONU recebeu nesta quinta-feira um disparo quando estava a caminho da cidade de Morek, depois que foi impedido de entrar na aldeia de Al Qubeir, palco ontem de um massacre, informou à Agência Efe uma fonte da organização.

A fonte explicou que o disparo não deixou vítimas, e que os observadores já estão em Morek, no norte da província de Hama, e que amanhã devem tentar novamente entrar em Al Qubeir, localizada a 40 quilômetros de distância.

A informação foi confirmada pelas Nações Unidas, durante discurso do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que classificou a última matança de "chocante e inadmissível".

Ban anunciou o ataque contra os observadores da ONU em um discurso na Assembleia Geral, no qual afirmou que o presidente sírio, Bashar al-Assad, "perdeu toda a sua legitimidade".

Ban ressaltou "o perigo de uma guerra civil total" na Síria, considerando que a situação no país "continua a se deteriorar".

Ele pediu também "a todos os países membros [da ONU] que pressionem" Damasco. "É o momento de a comunidade internacional agir de forma conjunta", acrescentou.

O chefe da missão dos observadores da ONU na Síria (UNSMIS, na sigla em inglês), general Robert Mood, queixou-se hoje de que eles foram bloqueados em vários postos de controle do exército e por vários civis, e que receberam advertências de que corriam risco de vida se tentassem chegar a Al Qubeir.

A imprensa estatal síria negou essa versão e assegurou que os observadores puderam ir a essa região e que as autoridades lhes deram todas as facilidades.

Ontem, os grupos opositores sírios denunciaram que várias dezenas de pessoas morreram em Al Qubeir em um novo massacre feito pelas forças leais a Bashar al Assad, apesar de o regime ter negado envolvimento.

A ONU conta com 300 observadores na Síria desde abril para verificar o cumprimento do plano de paz do mediador internacional Kofi Annan.

Está previsto que o ex-secretário-geral das Nações Unidas apresente hoje ao Conselho de Segurança da entidade novas propostas para revitalizar sua iniciativa, abalada devido aos contínuos casos de violência no país.

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