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13/06/2012
Rio+20 terá eventos paralelos e simultâneos
A cúpula das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável (Rio+20), que será realizada de 20 a 22 de junho, no Rio de Janeiro, tentará reativar os debates e propor soluções diante da acelerada degradação do planeta, vinte anos depois da Cúpula da Terra, também realizada no Rio de Janeiro, que fez soar o alerta.
O presidente francês, François Hollande – que é um dos poucos chefes de Estado de potências ocidentais que confirmou sua presença –, advertiu, no entanto, para o risco de "fracasso", pedindo maior conscientização para que a questão ecológica volte a ser colocada na agenda, depois de ter ficado relegada a segundo plano pela crise econômico-financeira mundial.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) apresentará um relatório com constatações contundentes: aumento de emissões de gases causadores de efeito estufa, acúmulo de resíduos, diminuição rápida das reservas pesqueiras, ameaças à biodiversidade e falta de água potável para milhões de pessoas.
Cento e trinta chefes de Estado e de governos estarão no Rio, assim como dezenas de milhares de membros de ONGs, industriais, militantes e representantes de povos indígenas.
A professora Regina Eli de Almeida Pereira, que é coordenadora de Extensão da Faculdade Dr.
Francisco Maeda (Fafram) e diretora da Central de recolhimento de Embalagens de Agrotóxicos, elogiou o Encontro. “Acredito que devem ser discutidas soluções para os problemas climáticas que estão ocorrendo. Acho que, dessa forma, os grandes líderes estão se mobilizando para evitar maiores catástrofes climáticas para o nosso planeta”, disse.
Esta é a quarta tentativa de desenvolver metas para o desenvolvimento sustentável
Esta será a quarta cúpula de desenvolvimento sustentável da história, depois das de Estocolmo em 1972, do Rio de Janeiro em 1992 e de Johannesburgo em 2002.
Os debates se concentrarão na "economia verde" – energias renováveis, separação de resíduos, construções produtoras de energia –, no reforço de instâncias mundiais de decisão e no eventual estabelecimento de "metas de desenvolvimento sustentável" mensuráveis e ambiciosas. "Um verdadeiro programa de resgate mundial", resumiu o encarregado de uma ONG.
"Não há espaço para dúvida" nem para "a paralisia da indecisão", disse Achim Steiner, diretor-geral do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Mas a desconfiança ronda. Nas negociações informais sobre o acordo que os participantes deverão assinar em 22 de junho, cada país e cada grupo de interesses defenderam suas posições com veemência.
Ao encerrar a última rodada, em 2 de junho, os delegados só tinham alcançado acordos sobre 70 dos 329 pontos de discussão (21% do total). E a maioria versava sobre generalidades certamente consensuais.
As divergências continuaram vivas, no entanto, sobre assuntos essenciais, como mudanças climáticas, oceanos, alimentação e agricultura, assim como na definição de metas, transferências de tecnologia e economia verde.
De 16 e 19 de junho, integrantes da sociedade civil participam de 18 mesas de discussões
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, terá três momentos distintos e alguns deles ocorrerão paralelamente. Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, a capital fluminense sediará a 3ª Reunião do Comitê Preparatório, quando técnicos de todos os países se reunirão para elaborar os esboços dos documentos que serão examinados pelos presidentes e primeiros-ministros.
De 16 e 19 de junho, integrantes da sociedade civil, como representantes de organizações não governamentais e universidades, participam de 18 mesas de discussões. A idéia é buscar alternativas sobre políticas sociais associadas à economia verde e ao desenvolvimento sustentável. As propostas apresentadas durante esses debates serão encaminhadas aos presidentes e primeiros-ministros.
Os debates sociais se concentrarão na Arena da Barra, na qual há dez salas de reunião, e no Parque do Flamengo, com espaço para receber até 15 mil pessoas. Há, ainda, espetáculos e eventos organizados no Museu de Arte Moderna e Pier Mauá.
Na última etapa da conferência, de 20 a 22 de junho, ocorrerão as reuniões dos presidentes da República e primeiros-ministros, além dos dirigentes da ONU (Organização das Nações Unidas). As autoridades vão analisar os documentos elaborados ao longo da conferência e definir um texto para a declaração final.
Pelos dados dos organizadores, pelo menos 115 chefes de Estado e de Governo confirmaram presença no encontro. A expectativa é que mais de 50 mil pessoas participem do evento.
Cerca de 1,4 mil jovens selecionados pela organização da Rio+20 atuarão como voluntários na recepção em aeroportos, hotéis e nos espaços da conferência.
Discursos
Já se inscreveram para fazer discursos durante a cúpula 76 presidentes, 6 vices, 44 primeiros-ministros e 7 vice-primeiros-ministros.
PROGRAMAÇÃODesafio Rio/Clima
Local: Sede da Firjan e Forte de Copacabana
Encontro preparatório
Último de uma série de três encontros realizados ao longo do ano para aperfeiçoar o rascunho zero do documento final. Devem sair amarrados os principais temas que vão constar do Documento final
Local: Riocentro
Debates: Acadêmicos, parlamentares e ambientalistas vão preparar propostas com alternativas para evitar o aquecimento global e elaborar recomendações que serão encaminhadas para os chefes de Estado reunidos na cúpula.
Eventos Paralelos:
Cerimônia indígena do Fogo Sagrado ocorrerá às 18 horas
Local: Aldeia Kari-Oca
Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável
Local: PUC