Clique aqui para ver a previsão completa da semana
17/06/2012
Ofinanciamento em até 48 vezes, no cartão de crédito é rápido, fácil e sem burocracia. Mas os economistas advertem: crediários em excesso podem fazer mal à saúde do bolso.
O consumo faz bem à economia, mas, em excesso, pode provocar grandes dores de cabeça. No mês passado, a procura por crédito aumentou 14%. Parece que os antigos carnês estão com os dias contados.
Na carteira, nada de carnê. O crediário ficou ao alcance da senha do cartão de crédito. A nova modalidade de cartão de crédito oferece parcelamento em 48 vezes. Os bancos que administram o cartão analisam o perfil do cliente e definem a taxa de juros que será cobrada.
Segundo o jornal Bom dia Brasil, da Rede Globo, em uma loja de materiais de construção, 80% dos clientes que procuraram informações do crediário pelo cartão de crédito fecharam a compra usando essa forma de pagamento. E gastaram, em média, R$ 4 mil. “Material de construção não é um produto fácil, que você compra a todo momento. Você compra em um volume grande, e precisa de crédito para facilitar essa compra e financiar a sua despesa”, opina Marcos Onety, vice-presidente de vendas e operações da Di Cico.
Procura por crédito
Mas antes de sair passando o cartão por aí, é melhor fazer as contas. De acordo com levantamento do Banco Central, o brasileiro já começou o ano comprometendo 22% da renda com prestações. No último mês, a procura por crédito cresceu 14% em relação a abril - alta puxada, principalmente, pelos consumidores com renda de até R$ 1 mil.
“O comprometimento do brasileiro em termos de renda é alto, mais alto que a média em vários países desenvolvidos e isso chama a atenção. Então mostra que o consumidor tem que tomar cuidado, porque o crédito é feito pra dar qualidade de vida e não virar um problema para o consumidor”, explica Carlos Henrique Almeida, economista da Serasa Experian.
Fátima Andrade incorporou para a vida e tira de letra: “Nem cartão de crédito eu tenho. Assalariado tem que pensar bem. Então sem divida. Se eu tenho compro, se eu não tenho, não compro”, ensina a professora.
O Dia das Mães, a redução do IPI no setor automotivo e os anúncios de reduções das taxas de juros dos empréstimos explicam a alta na procura por crédito no mês passado.