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26/06/2012
Assistente puxa o sedém na saída do brete para apertar a virilha do cavalo durante montaria em rodeio em Cajamar
Um acordo com a Promotoria de Jaboticabal definiu que a H1 Promoções Artísticas e Marketing, principal organizadora de rodeios na cidade, está proibida de promover eventos do gênero nos próximos anos.
Já há proibições de rodeios em 35 cidades do Estado.
Além do veto, a empresa pagará R$ 4.354 para entidades de proteção animal pelo último rodeio, ocorrido entre os dias 6 e 16 deste mês. O acordo resulta de inquérito aberto após denúncia de supostos maus-tratos da entidade Sociedade Humanitária Tucuxi.
A entidade argumenta, na representação, que o uso de instrumentos como o sedém, cinto amarrado na virilha de bois e cavalos, causa sofrimento aos bichos.
Segundo o promotor Hamilton Fernando Lisi, que propôs o termo de compromisso e ajustamento de conduta, já houve uma ação civil pública na cidade para impedir o rodeio em anos anteriores, mas a Justiça manteve a autorização do evento.
O acordo, porém, só vale para a H1 -outra empresa pode organizar rodeios.
Os maus-tratos de rodeio, diz Lisi, ainda é uma questão controversa no judiciário.
"Mas usei o princípio da prevenção, que é quando há dúvida [se há ou não maus-tratos] prevalece a proteção integral do meio ambiente."
O advogado Diego Bianco, que representa a H1, disse que esse rodeio e o de anos anteriores organizados pela empresa nunca maltratou animais e que sempre se pautou pela lei, com alvarás e documentação em dia.
Disse ainda que a H1 aceitou o acordo por uma questão comercial, por entender que não é rentável organizar um próximo rodeio e correr o risco de, às vésperas, sofrer uma nova ação judicial que impeça as montarias.