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02/07/2012

CONDENADO À MORTE NA INDONÉSIA PEDE A INTERCESSÃO DA PRESIDENTE

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira – que foi condenado à morte no país em 2004 por tráfico de cocaína

Preso por tráfico de drogas, Marco Archer Cardoso Moreira pede para Dilma Rousseff salvar sua vida

Mais uma vez, a humanidade se vê diante de um dilema moral: seria a pena de morte um modo de fazer justiça ou um desrespeito aos direitos humanos? Nesta semana, a discussão sobre a pena capital foi novamente debatida pelos brasileiros.

A Indonésia anunciou que o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira – que foi condenado à morte no país em 2004 por tráfico de cocaína – deverá ser morto por fuzilamento, de acordo com o jornal “Jarkata Post”. Naquele país, o tráfico de drogas é considerado crime passível de fuzilamento.

Em entrevista à publicação na semana passada, o procurador Andi DJ Konggoasa anunciou que as execuções de três imigrantes condenados – entre elas, a do brasileiro – acontecerão no começo de julho deste ano. Elas foram preparadas "em coordenação com os ministérios relevantes, as embaixadas e famílias" e serão por fuzilamento, disse o procurador ao jornal de Jacarta.

Segundo Andi, os condenados “tomaram todos os tipos de medidas legais para reduzir a sentença”, mas não tiveram sucesso. Os outros dois imigrantes são o maluiano Namaona Dennis e o paquistanês Muhammad Abdul Hafeez, presos em ocasiões distintas, por tráfico de heroína, conforme o jornal.

Condenações
Marco Archer Cardoso Moreira foi acusado de entrar no país com droga contrabandeada do Peru em 2004. Ele carregava 13,4 Kg de cocaína. O paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte também foi condenado à morte no arquipélago pelo mesmo motivo, em 2005, mas a data da morte não foi anunciada. Em 2010, o então ministro da Justiça do Brasil, Luiz Paulo Barreto, formulou pedido formal para que eles fossem poupados.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o condenado disse que quem pode salvá-lo é a presidente do Brasil, Dilma Rousseff. “A única pessoa que pode me salvar é ela. Peço para ela ao menos tentar me ajudar. De presidente para presidente, talvez ela resolva. Quem sabe ela resolve e consegue abaixar a minha pena para prisão perpétua. Eu peço ajuda também ao presidente Susilo. Ele é muito poderoso”, afirmou o condenado.

Perguntado sobre a possibilidade de morrer na Indonésia, Cardoso afirmou: “Medo, não... Tenho um medinho. Qualquer um que está aqui pode ser executado a qualquer hora. E tem bastante gente que está na minha frente ainda... Só quem sabe é Deus. E tem como evitar isso”, afirmou o preso, que já até fez seu último pedido, segundo o jornal de Jacarta: três garrafas de Chivas [uísque] e duas mulheres.

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A presidente Dilma Rousseff tem uma delicada situação nas mãos: ela deve decidir se deve ou não tentar salvar a vida de um cidadão brasileiro, no corredor da morte, mesmo que isso signifique defender um traficante de drogas. Outra questão relevante deve se considerada neste caso é a seriedade com que outros países tratam a questão do tráfico de drogas, que é imprescindível que o problema passe a ser visto como mais rigidez no Brasil.

Nesta semana, a Tribuna de Ituverava foi às ruas perguntar a opinião do ituveravense sobre o assunto. A maioria disse que a presidente não deve intervir. “Acho que a presidenta não deve interceder, pois, se fosse somente apenas este caso seria justa e coerente uma intervenção. Mas, há inúmeras situações semelhantes e isso vai abrir precedentes para novos pedidos”, disse a comerciante Luciana de Oliveira Pimenta.

Confira as respostas:

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