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12/07/2012
Hospital consegue realizar apenas duas cirurgias bariátricas por semana. Médico alega que greve de anestesistas em 2011 aumentou fila de espera.
Na esperança de perder parte dos seus 114 quilos, a dona de casa Rosângela Aparecida da Silveira tenta uma cirurgia de redução de estômago no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). O problema é que a espera já dura três anos.
“Preciso da cirurgia para melhorar a minha coluna, mas acho que não vai ser esse ano. Talvez eu tenha que esperar mais, não sei ainda quanto tempo”, reclama.
O diretor do Centro de Cirurgia Bariátrica do HC, Reginaldo Ceneviva, justifica que o tempo de espera aumentou por causa da greve dos médicos anestesiologistas que durou sete meses em 2011. “Nesse período nós praticamente deixamos de operar porque não tinha anestesistas e os poucos que estavam em trabalho se dedicavam às cirurgias prioritárias”, disse. Ceneviva explicou que cerca de cem pacientes com obesidade mórbida procuram o HC todos os anos para realizar a cirurgia bariátrica. O hospital é o único na região de Ribeirão que realiza o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além disso, o espaço físico limitado também prejudica o andamento da fila. Segundo o médico, o hospital consegue realizar apenas duas cirurgias por semana. “A demanda é significativamente maior do que a capacidade de atendimento que o hospital tem. Então, de maneira geral, todas as áreas tem déficit de leitos e de horários cirúrgicos, não é só na nossa área”, afirmou.