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CIDADE

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04/08/2012

APROVADOS FAZEM MANIFESTAÇÃO CONTRA CANCELAMENTO DE CONCURSO

Manifestação contra cancelamento do concurso público da Prefeitura de Ituverava em frente o fórum

Portando cartazes com frases como "Sou pai de família, quero o meu emprego" e "O meu aluguel venceu hoje. E agora?", cerca de 70 pessoas fizeram, na última terça-feira, 31 de julho, uma manifestação contra o cancelamento do concurso público da Prefeitura de Ituverava. A manifestação foi realizada em frente ao Fórum.

De acordo com um dos participantes da manifestação, Luciano Oliveira, com o cancelamento do concurso, o que ocorreu no dia 21 de julho, sob suspeita de fraude, várias pessoas foram prejudicadas, pois haviam deixado seus empregos, para assumir o cargo em que foram aprovados.

"Nós estudamos e fomos aprovados por mérito. Porém, trabalhamos apenas três meses e fomos dispensados. Além de ficarmos desempregados, o anúncio de que perderíamos o emprego foi feito sem antecedência", afirma Oliveira.

Ele ressalta ainda que “muitos pais de família, ao saberem que foram aprovados no concurso e foram convocados, deixaram o emprego. Agora todos estão desempregados, e sem meios para pagar dívidas e até para sustentar a casa", ressalta Oliveira.

Ainda de acordo com ele, o grupo contratou o advogado Roberto Inácio Barbosa Filho ("Betô"), para impetrar Mandado de Segurança contra a decisão da 1ª Vara Cível de Ituverava. "Caso o Mandado seja acatado, retornaremos aos nossos empregos, até que seja comprovado se houve ou não fraude no Concurso Público. Caso fique provado que ocorreu, perderemos o emprego da mesma forma, entretanto, até lá, teremos salário e tempo para arrumar outro trabalho", enfatiza Oliveira.

Segundo o advogado Barbosa Filho, com a decisão da Justiça, perderam o cargo aproximadamente 75 pessoas. “No Mandado de Segurança, não estou questionando se houve ou não fraude no concurso. O que busco é fazer com que as pessoas que foram prejudicadas, continuem em seus cargos até que o processo esteja tramitado em julgado e se esclareça o que, de fato, ocorreu", observa Betô.

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