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07/08/2012
Comerciante de 53 anos negou participação no crime ocorrido em 1998. Gilberto dos Santos, o Giriri, foi morto com 11 tiros por suposta dívida.
O comerciante acusado de ter participado do assassinato do ex-prefeito de Igarapava (SP), Gilberto Soares dos Santos, o Giriri, de 49 anos, foi absolvido em julgamento na tarde desta segunda-feira (6), no Fórum de Franca (SP). Santos foi morto com 11 tiros em outubro de 1998.
O júri popular formado por sete pessoas ouviu os depoimentos das testemunhas de defesa e os relatos da Promotoria. Diante do juiz, o réu negou envolvimento no crime e disse ser apenas amigo do ex-prefeito.
O promotor Carlos Ernani Constantino explicou aos jurados que não existiram provas suficientes para condenar o réu. “A promotoria de Justiça e a sociedade não têm interesse de condenar as pessoas com falta de provas. É minha obrigação pedir a absolvição.”
Desde a morte do político, oito dos 13 acusados foram condenados por mandar, intermediar e executar o crime. Três já haviam sido absolvidos e falta um para ser julgado: o ex-vice-prefeito Sergio Augusto de Freitas. Na época, ele assumiu o cargo na Prefeitura da cidade.
Segundo o promotor, o julgamento deve ser nos próximos dias. “Ele é apontado como o mandante e financiador dessa execução”, explicou Constantino. O advogado de Freitas disse que se houver julgamento vai pedir a absolvição de seu cliente por falta de provas.
O caso
A morte de Giriri foi motivada por uma dívida que não teria sido paga pelo prefeito. O chefe do Executivo estava em seu segundo mandato quando, em outubro de 1998, foi levado da chácara onde morava por cinco homens armados e encapuzados. No dia do crime, a mulher dele, os quatro filhos e a cunhada, que estavam na casa, foram trancados no banheiro.
O corpo da vítima foi encontrado no dia seguinte em uma estrada de terra próxima a Aramina (SP). Ele apresentava 11 perfurações feitas por arma de fogo e sinais de espancamento.
Em menos de um ano de investigação, a polícia identificou todos os suspeitos de envolvimento no crime. A família acredita que o assassinato tenha sido motivado por assuntos políticos.