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09/08/2012

MOTOCICLISTAS SÃO 25% DOS PACIENTES DE ORTOPEDIA DO HC DE RIBEIRÃO PRETO

Acidentes de trânsito são principais causas de trauma de joelho, diz médico. Ortopedista alerta que joelheiras, caneleiras e protetores são ineficientes

Cerca de 25% dos pacientes atendidos este ano pelo setor de Ortopedia da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) foram vítimas de acidentes de moto. O levantamento realizado entre janeiro e julho aponta que os motociclistas acidentados somam 302 dos 1.145 atendimentos realizados no período. O ortopedista Maurício Kfuri, chefe do setor de Trauma Ortopédico da Faculdade de Medicina da USP, destaca que a gravidade dos acidentes tem aumentado e pode ser comprovada pelos índices de internação. No primeiro semestre de 2011, 87% dos pacientes atendidos foram internados, enquanto há dez anos esse índice era de 24%.

“A imprudência e o excesso de velocidade colocam em risco os condutores. O motociclista não tem proteção alguma, diferente do carro. O corpo do motociclista fica em contato direto com o acidente”, afirma.

Kfuri explica que os principais ferimentos nesses casos são nos membros inferiores, como fêmur, joelho e perna, porque essa região do corpo é mais desprotegida. Ainda segundo o ortopedista, o perfil dos acidentados é semelhante: trabalhadores do sexo masculino, entre 20 e 40 anos. “Em geral são traumas complexos e que podem ter consequências graves. Esses pacientes ficam afastados por meses e muitas vezes não conseguem voltar aos seus níveis funcionais normais."

Proteção ineficiente
Kfuri afirma que joelheiras e caneleiras não reduzem a gravidade dos traumas em caso de acidente. Para o médico, a utilização de protetores para as pernas nas motos - conforme determinação da resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que regulamenta a profissão de mototaxista e motofretista – também é ineficiente.

“Não há estudos científicos comprovando que o uso desses instrumentos minimize a gravidade dos traumas. Trata-se de um verdadeiro problema de saúde pública, que só será resolvido com prudência e cautela no trânsito.”

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