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ECONOMIA

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05/09/2012

INFLAÇÃO OFICIAL DESACELERA PARA 0,41% EM AGOSTO, MOSTRA IBGE

Taxa é a mais alta para agosto desde 2007, quando havia subido 0,47%. Alta de preços de alimentos e bebidas perdeu força no mês.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a "inflação oficial" do país, por ser usada como base para as metas do governo, desacelerou de 0,43% em julho para 0,41% em agosto, conforme divulgou, nesta quarta-feira (5), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a mais alta para o mês de agosto desde 2007, quando havia subido 0,47%.

No acumulado no ano, o índice ficou em 3,18% - abaixo da taxa de 4,42% verificada no mesmo período do ano passado. Já em 12 meses, o IPCA acumula alta de 5,24% - superior à variação de 5,20% registrada nos 12 meses anteriores. Em agosto do ano anterior, o índice ficara em 0,37%.

As previsões do mercado financeiro para a inflação em 2012 têm subido nas últimas semanas, segundo o boletim Focus, do Banco Central. A pesquisa mais recente apontou uma projeção de 5,19%.

O grupo de despesas com alimentação e bebidas mostrou desaceleração da alta de preços, de 0,91% em julho para 0,88% em agosto. Porém, ainda assim, apresentou a maior variação entre os tipos de gastos pesquisados pelo IBGE.

O preço do tomate, considerado o vilão da inflação dos alimentos segue subindo, mas num ritmo menor - depois de aumentar 50,33% em julho, desacelerou para 18,96% no mês seguinte. Ainda assim, segundo o IBGE, continua sendo o líder dos impactos individuais sobre a taxa.

As altas também vieram dos grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,36% para 0,53%) - pressionados pelos remédios e pelos artigos de higiene pessoal -, educação (de 0,12% para 0,51%) - refletindo os preços praticados no segundo semestre do ano letivo -, artigos de residência (de - 0,01% para 0,40%) - devido aos itens mobiliário e eletrodomésticos.

Seguiu o mesmo comportamento a variação de preços de artigos de vestuário (de 0,04% para 0,19%), "com o início da comercialização dos produtos da nova estação", e transportes (de - 0,03% para 0,06%), com influência das tarifas dos ônibus urbanos (de 0,17% para 0,46%).

O ritmo de alta perdeu força nos grupos despesas pessoais (de 0,91% para 0,42%) - influenciado pela variação de empregados domésticos (de 1,37% para 1,11%) -, habitação (de 0,54% para 0,22%), com destaque para a desaceleração de aluguel residencial (de 1,16% para 0,43%) e energia elétrica (de 0,04% para –0,83%) - e comunicação (de 0,15% para –0,01%).

Fonte:g1.globo.com

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