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ECONOMIA

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07/09/2012

MAIOR GREVE DA HISTÓRIA DA LUFTHANSA AFETA VOO DA ALEMANHA PARA O BRASIL

Um voo de Frankfurt para o Rio, previsto para sexta (7), foi cancelado. Paralisação afeta todos os aeroportos onde a empresa opera.

Os tripulantes de cabine da companhia aérea Lufthansa estão em greve de 24 horas desde as 0h (19h de Brasília) em todas suas bases, o que acarretará a suspensão de dois terços de seus voos e afetará cerca de 100 mil passageiros nesta sexta-feira (7) na Alemanha.

De acordo com a assessoria de imprensa da companhia aérea no Brasil, apenas um voo foi cancelado nesta sexta-feira, que sairia de Frankfurt com destino ao Rio de Janeiro. Por enquanto, está mantido o voo que sairá do Rio para Frankfurt, previsto para as 21h18, de acordo com a Infraero. Segundo a Lufthansa informou nesta manhã, não havia mais nenhuma previsão de cancelamento de voo além deste.

(Correção: na publicação desta reportagem, o G1 informou incorretamente, com base nas informações da assessoria de imprensa da Lufthansa no Brasil, que o voo cancelado sairia do Rio de Janeiro para Frankfurt. Na verdade, o voo cancelado sairia de Frankfurt para o Rio de Janeiro. A informação foi corrigida às 10h29.) Os 18 mil auxiliares de voo da companhia aérea cessaram suas tarefas em todos os aeroportos em que a Lufthansa opera, depois que nem sindicatos nem patrões deram mostras de aproximação em suas posturas.

Trata-se da maior greve na história da maior companhia aérea europeia e estima-se que afetará o tráfego aéreo de todo o país e suas conexões internacionais.

Uma hora e meia antes do início da greve, o presidente da Lufthansa, Christoph Franz, qualificou a greve de "desproporcional", e admitiu que a dimensão atingida pelo conflito tenha superado suas previsões A greve acontece em um momento crítico para a companhia aérea, que precisa cortar despesas para fazer frente à concorrência das companhias de baixo custo e à alta de preços dos combustíveis.

Viagens
A direção da Lufthansa optou nesta quinta-feira (6) por cancelar a maioria das rotas previstas para esta sexta - 983 das 1.781 programadas - e ofereceu aos passageiros afetados a possibilidade de viajar em trem, em caso de trajetos domésticos, ou em companhias concorrentes, como a Air Berlim, a segunda maior do país.

A rede de ferrovias Deutsche Bahn reforçou seus serviços com trens adicionais ou ampliando o número de vagões, enquanto a Air Berlim optará por oferecer os mesmos trajetos, mas com aviões de maior capacidade. A companhia decidiu suspender dois terços dos voos, depois que o sindicato do setor, Ufo, anunciou na terça-feira (4) a greve de 24 horas nesta sexta.

Um porta-voz da companhia anunciou que só funcionarão com normalidade os 600 voos programados por suas companhias aéreas filiais como Germanwings e outras companhias do grupo como Austrian Airlines e Swiss, mas tentará operar suas rotas intercontinentais.

O conflito trabalhista entre a maior companhia aérea europeia e o sindicato do pessoal de cabine se mantém sem que nenhuma das partes pareça disposta a fazer concessões após dois dias de paralisações temporárias que afetaram os aeroportos de Frankfurt, Munique e Berlim.

Mais de 500 voos foram cancelados e 90 mil passageiros foram afetados direta ou indiretamente pelas interrupções, que causaram até agora perdas milionárias, segundo estimativas da imprensa especializada.

O sindicato indicou que a greve convocada para esta sexta só será cancelada no caso de a direção da Lufthansa aceitar a intervenção de um mediador independente, o que não ocorreu.

A campanha de greves do pessoal de cabine começou na sexta-feira (31) passada, no aeroporto de Frankfurt, e prosseguiu na terça nesse mesmo aeroporto, além dos de Berlim e Munique.

O sindicato anunciou há nove dias o início das paralisações após o fracasso das negociações com a direção da Lufthansa e após consultar seus filiados, que respaldaram majoritariamente a greve.

Após três anos de congelamento salarial e 13 meses de negociações infrutíferas, o Ufo exige para o pessoal de cabine da Lufthansa aumentos salariais de 5% e o compromisso de não contratar pessoal externo.

Fonte: g1.globo.com

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