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18/09/2012

DIOCESE CRIA CARTILHA COM `DEZ MANDAMENTOS´ PARA VOTO CONSCIENTE

Paroquianos de Barretos, SP, estudam a cartilha sobre o voto consciente

A Diocese de Barretos (SP) resolveu ajudar os católicos que votarão nas eleições municipais deste ano. Com inspiração nos relatos – dos livros bíblicos de Êxodo e Deuteronômio – sobre a tábua com os dez mandamentos de Deus entregues ao profeta Moisés, a circunscrição criou uma cartilha contendo “as dez leis para o voto consciente”.

O decálogo elaborado pelo padre Luís Paulo Soares, além de ser obviamente impresso em papel e não talhado em tábuas de pedra, não aponta um candidato apoiado pela Igreja. O objetivo, segundo Soares, é ajudar os eleitores a votarem em políticos comprometidos em trabalhar pela sociedade e não em benefício próprio.

“Pode surgir um candidato apoiado pela Igreja Católica? Pode. Mas pode surgir também de outras religiões. Desde que o interesse dele seja colocar em prática o bem comum, o interesse da população. Assim estará condizente com os valores do Evangelho, que é o que a gente defende”, explicou Soares.

Entre os mandamentos da política pregados pela Diocese estão: conheça o passado, as ideias e valores do seu candidato; conheça a Lei eleitoral; denuncie a compra de votos; denuncie o desvio de recursos públicos; não vote em quem muda de partido várias vezes; pense bem antes de escolher o candidato.

“A política é arte do bem comum, do bem viver. O cristão deve ter uma atitude profética, seja no processo preparatório da eleição, na eleição e, depois, acompanhando os que foram eleitos e que estão prestando serviços à sociedade”, comentou o bispo Dom Edmilson Amador Caetano.

A cartilha foi distribuída para comunidades de 13 cidades no entorno de Barretos, como em Colina (SP), onde o material fica à disposição do público na paróquia da cidade. Interessados em saber mais sobre questões que envolvem uma eleição também podem participar do grupo de reflexão coordenado pelo padre José Roberto Alves de Santana.

Depois do lançamento da cartilha, Santana afirma que os candidatos da cidade passaram a evitar atitudes desrespeitosas com o espaço público, como, por exemplo, abusar do volume alto dos carros de som usados nas campanhas. “Um dos resultados foi fazer com que os candidatos valorizassem os cidadãos, dizendo assim: se quero trabalhar para o bem comum, para a sociedade, tenho que respeitar o trabalhador.”

Fonte: g1.globo.com

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