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30/09/2012
A presidente Dilma Rousseff e bancada de ministros, durante o anuncio do pacote econômico Novas medidas válidas a partir de janeiro do próximo ano vão ajudar na redução do custo de energia
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta semana, durante o anúncio de medidas de redução do custo de energia elétrica no país, que este fato ficará marcado nos registros da vida econômica e social do Brasil.
“Essas medidas representarão aumento do poder aquisitivo da população brasileira, com redução drástica do custo da energia elétrica e da conta de luz do consumidor”, disse. Ele ressaltou que as decisões constituem uma das mais arrojadas iniciativas para estimular o crescimento nacional.
“A partir de 2013, trabalhadores e empresários de todas as regiões e lugares vão pagar muito menos pela energia elétrica consumida”, disse, ressaltando que a redução do custo será entre 16% e 28% para consumidores residenciais, comércio e indústria, conforme o nível de tensão.
O ministro disse ainda que as medidas incluem a prorrogação das concessões, a redução dos encargos setoriais e um aporte de R$ 3,3 bilhões por parte da União.
A prorrogação será feita com a depreciação dos ativos amortizados. "Essa medida atinge dois grandes objetivos: assegura a continuidade da prestação de serviços e acelera efeitos de modicidade tarifária.
Avaliação
Na última quarta-feira, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, avaliou a redução do custo da energia elétrica em 2013. O fato aconteceu durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal
Para ele, as medidas terão efeitos "significativo" e "expressivo" sobre a inflação. Entretanto, não citou números, dizendo que o detalhamento será feito somente no relatório de inflação, marcado para o fim de setembro.
A redução do preço da energia elétrica, segundo o governo, será resultado de cortes em encargos embutidos na conta de luz e da renovação de contratos de concessão. A queda na tarifa de energia elétrica para a alta tensão, ou seja, grandes empresas consumidoras, vai variar de 19,7% a 28%. Para o consumidor residencial, a queda no custo de energia vai ser de 16,2% a partir de 2013.
Redução do custo deve beneficiar a competitividade da economia brasileira
A substancial redução do custo da energia elétrica a partir de janeiro de 2013 aumentará a competitividade da economia brasileira e reforçará a estabilidade reguladora para as empresas do setor energético.
Além da redução do custo da luz anunciada oficialmente, ficou evidente que o governo federal seguirá tomando medidas para buscar tarifas baixas, com a expansão da matriz energética de fontes renováveis, aponta uma nota de imprensa da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib).
Para o presidente da Abdib, Paulo Godoy, a redução do custo da energia elétrica foi possível graças à base hidroelétrica da matriz energética do gigante sul-americano.
“Isso transfere enorme responsabilidade aos organismos de fiscalização, de controle e de licença ambiental para que empreendimentos de todos os tamanhos possam ser levados a cabo a partir de uma tramitação mais ágil nas etapas preparatórias e com menos conflitos judiciais nas fases de construção”, disse Godoy.
Por sua vez, a Confederação Nacional da Indústria considerou que a diminuição de até 28% da tarifa elétrica para as empresas representará uma queda de 2% a 4% no custo de produção industrial.
A presidenta brasileira destacou que “esta renovação permitirá, pela primeira vez na história, o retorno ao consumidor dos investimentos que foram financiadas por ele mesmo”.