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08/10/2012
O técnico do Vasco, Ricardo Gomes, que sofreu AVC durante uma partidaIdentificação dos indícios e socorro em até duas horas reduz os riscos de seqüelas, aponta médica do resgate estadual
Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados de 2011, aponta que, em média, quatro pessoas são internadas em hospitais públicos após terem sofrido AVC (Acidente Vascular Cerebral).
Foram 39 mil internações de pacientes paulistas vítimas da doença, via SUS (Sistema Único de Saúde). O dado é similar ao registrado em 2010, quando houve 38,9 mil internações. Houve, em 2010 (último dado disponível), 21,2 mil mortes por derrame no Estado.
Segundo a cirurgiã-geral Silvana Nigro, gerente do pronto-socorro do hospital estadual do Mandaqui e médica do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências da Secretaria (Grau), é fundamental que as pessoas conheçam os sintomas do AVC, pois quanto mais rápido o socorro, menor o risco de seqüelas.
“O ideal é que, no máximo após duas horas dos primeiros sintomas, o paciente já esteja sendo medicado e que tenha tido sua pressão arterial restabelecida”, afirma Silvana. Os principais sintomas de derrame são tontura, confusão mental, dor de cabeça, visão limitada, perda de força ou formigamento de um lado do rosto ou do corpo, alterações na fala (pronuncia errada), desvio no canto da boca (ficar com a boca torta) e dificuldade de compreensão.
“Dificilmente, a própria vítima percebe que está sendo acometida. Quem sofre um AVC fica em uma espécie de transe”, explica a médica.
Segundo ela, assim que for identificada a suspeita de um AVC, a vítima deve ser deitada, com apoio para elevar a cabeça. Um serviço de socorro deve ser acionado imediatamente.
Acidentes vasculares cerebrais são bastantes freqüentes
O Acidente Vascular Cerebral, ou derrame cerebral, ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada.
Podem ser de dois tipos: isquêmico – causado pelo entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro – e hemorrágico – causado pelo rompimento do vaso provocando sangramento no cérebro.
Tratamento de AVC
O tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC dependerá sempre das particularidades que envolvam cada caso. Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas.
Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais.
Seja qual for o tipo do acidente, as conseqüências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.
Conforme a região cerebral atingida, bem como de acordo com a extensão das lesões, o AVC pode oscilar entre dois opostos. Os de menor intensidade praticamente não deixam seqüelas. Os mais graves, todavia, podem levar as pessoas à morte ou a um estado de absoluta dependência, sem condições, por vezes, de nem mesmo sair da cama.
A pessoa pode sofrer diversas complicações, como alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldade para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular.
Alguns fatores de risco para o AVC podem ser evitados
Muitos fatores de risco contribuem para o acometimento. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo.
Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.
Início do atendimento
Um dos fatores determinantes para os tipos de conseqüências provocadas é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário. Para que o risco de seqüelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital.
Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de 3 horas para ser iniciado.
Sintomas de AVC
Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo
Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo
Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos
Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem
Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente
Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.
Fatores de risco para AVC que exigem alerta:
1 – Idade avançada
2 – Pressão alta
3 – Tabagismo
4 – Colesterol elevado
5 – Diabetes
6 – Arritmia ou problemas com as válvulas cardíacas
7 – Histórico familiar de AVCs ou AVEs
8 – Reincidência (quem já teve o problema anteriormente)
Internações por AVC segundo regiões do Estado (2011)
Capital e Grande São Paulo – 16.710
Araçatuba – 905
Araraquara – 845
Baixada Santista – 1.626
Barretos – 495
Bauru – 1.758
Campinas – 3.087
Franca – 594
Marília – 1.420
Piracicaba – 922
Presidente Prudente – 1.104
Vale do Ribeira – 307
Ribeirão Preto – 1.384
São João da Boa Vista – 1.288
São José do Rio Preto – 2.256
Sorocaba – 2.109
Vale do Paraíba e Litoral Norte – 2.233