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22/10/2012
A cadela Menininha, que foi envenenada na última sexta-feira, sendo socorridaAo menos quatro animais foram envenenados e outros quatro estão desaparecidos
Não é de hoje que o cão é considerado o melhor amigo do homem. Sempre fiel ao dono, esse animal é, na maioria das vezes, brincalhão e uma boa companhia. Muitas pessoas retribuem isso com a mesma amizade, oferecendo cuidado e carinho aos animais. Entretanto, infelizmente, isso nem sempre ocorre.
Nesta semana, um fato desumano causou muita tristeza e comoção na cidade. Ao menos quatro cães foram envenenados próximo à Praça João Athayde e ao Cemitério Bom Pastor. Outros quatro estão desaparecidos. "Os cães não fazem mal a ninguém. Eles não vivem nas ruas porque querem, mas porque alguém os abandonou ou não adotou. Entendo que nem todos gostam de animais. Mas o que não podem, no mínimo, é maltratá-los", afirma, em meio a lágrimas, Maria Teresa Brito Souza Borges, proprietária da Banho e Tosa Caompanheiro.
Foi ela quem ofereceu os primeiros cuidados à Menininha, cadela que foi envenenada na manhã da última sexta-feira, dia 19. "Esse foi o quarto caso em uma semana. Fui informada sobre o envenenamento e me deparei com a cachorrinha tendo uma convulsão. A levamos ao Hospital Veterinário da Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram), onde ela foi atendida", conta.
Outros casos
Menininha sobreviveu depois que os veterinários conseguiram limpar seu organismo. Porém, outros cães não tiveram a mesma sorte. "Meu cachorro foi envenenado na última terça-feira. Já o tínhamos há 10 anos e gostávamos muito dele. Sua morte causou muita tristeza a todos nós", lamenta o comerciante Clemente Teixeira Spínola Neto ("Manin").
A dona de casa Maria Martins não sabe, ao certo, se seu cachorro morreu envenenado, mas suspeita disso. "Foi estranho, porque era um cão novo e cheio de vida. Ele começou a passar mal e morreu de repente", afirma.
Já a aposentada Maria Aparecida Pereira da Silva mal comemorou a recuperação de sua cadela do primeiro envenenamento, quando o segundo ocorreu. "Ela foi envenenada, mas sobreviveu. Porém, envenenaram-na novamente. Ela está muito mal e não sei se conseguiremos salvá-la", ressalta.
Indignação
O fato causou indignação a população. Tirar, ou tentar tirar, a vida de animais indefesos é um ato cruel, que, infelizmente, já ocorreu em Ribeirão Preto e outras cidades da região. Se as autoridades locais não tomarem providências para que e tipo de agressão deixe de ocorrer, Ituverava caminhará para um cenário de crueldade com cães e gatos, que podem ser eliminados sem a menos piedade. É bom lembrar que matar um animal também é crime.
População reivindica canil em Ituverava
O envenenamento aos cães reacendeu uma antiga reivindicação da população ituveravense: um canil.
Para a proprietária da Banho e Tosa Caompanheiro, Maria Teresa Brito Souza Borges, proporcionaria o tratamento adequado aos cães de Ituverava. "Não trabalho apenas por dinheiro, mas também por amor aos animais. Quando me deparo com uma situação como essa, fico muito triste e indignada. Os cães merecem bem-estar, portanto, Ituverava precisa, o mais rápido o possível, de um canil, onde os animais possam ser acolhidos", diz.
Segundo a presidente da ONG Muitas Patas, criada recentemente em Ituverava, Fabiana Wagner de Castro, tão importante quanto a implantação de um canil é a conscientização da população. “As pessoas devem entender que abandono de animais é crime. A ONG trabalha para conscientizar a população sobre o meio correto de cuidar dos animais, porém, o trabalho se tornará muito mais eficaz quando a cidade tiver um canil", destaca.
O comerciante Clemente Teixeira Spínola Neto ("Manin"), que teve seu cão envenenado, concorda. "Peço que providências sejam tomadas. É muito triste essa realidade. Ituverava precisa de um canil, ou então continuaremos presenciando esses atos bárbaros", enfatiza.