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22/10/2012

CÃES E HOMENS VIVEM LONGA HISTÓRIA DE AFEIÇÃO MÚTUA JÁ HÁ 14 MIL ANOS

Homem e cão: afeição há mais de 14 mil anos

Cães e homens vivem uma longa história de afeição mútua. Estudos genéticos recentes concluíram que a parceria começou 14.000 anos atrás, no Oriente Médio. O antepassado do cão era um lobo atraído pela facilidade de se alimentar dos restos largados em torno das habitações humanas.

O relacionamento, no início, foi utilitário para ambos. O cão guardava a aldeia e ajudava nas caçadas. Em troca, era alimentado e protegido de predadores. No caso dos gatos domésticos, todos eles descendentes da única espécie de felino que se deixou domesticar, a troca incluía controlar os ratos que atacavam os estoques de comida e transmitiam doenças.

Não se sabe em que momento começou a despontar o vínculo emocional que nos liga a cães e gatos – mas é razoável supor que foi um caso de amor desde o início. O tipo de cão original, o primeiro a conviver com o homem, não existe mais. Todas as raças atuais (há mais de 500 reconhecidas pelo Kennel Club brasileiro) são o resultado da seleção artificial conduzida pelo homem.

O resultado foram animais de todos os tamanhos e temperamentos – e uma enorme quantidade de doenças genéticas e deficiências físicas que tornam nosso melhor amigo um candidato a paciente crônico.

O boxer é um exemplo. Essa raça de cães amáveis com as crianças é particularmente suscetível a males cardíacos. Exames veterinários periódicos são necessários para fazer soar o alarme a tempo.

Apolo
Apolo é um boxer de 7 anos, cuja mãe morreu de arritmia cardíaca em 2008. A dona do cão, a paulistana Valéria Loureiro, o leva periodicamente ao veterinário. Da última vez, Apolo teve seu sistema cardiovascular monitorado durante 24 horas por um aparelho de holter por telemetria.

"Em casa, tive de anotar os horários em que ele comia, dormia e brincava, para que o médico pudesse interpretar o exame", diz Valéria. Os resultados não mostraram nenhuma alteração relevante no coração de Apolo. O holter por telemetria começou a ser usado na veterinária apenas no ano passado.

Em algumas cidades já existe a UTI móvel veterinária. Dois meses atrás, a curitibana Dione do Rossil Lobo encontrou a cachorrinha Bjori, yorkshire de 8 anos, desmaiada na cama em decorrência de uma picada de abelha. Era tarde da noite e Dione preferiu chamar a ambulância. Menos de dez minutos depois, Bjori já estava dentro da UTI móvel, respirando com a ajuda de tubos de oxigênio. "Tenho certeza de que, se não fosse o atendimento de emergência, teria perdido minha princesinha", diz Dione.

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