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ECONOMIA

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29/10/2012

TRÊS EM CADA QUATRO BRASILEIROS TÊM CARTÃO PARA COMPRAS

Segundo pesquisa, 75% dos brasileiros possuem pelo menos um cartão para compras

Dinheiro eletrônico já responde por 58% do faturamento do comércio

As cédulas estão abandonando as carteiras dos consumidores: três em cada quatro brasileiros (75%) possuem pelo menos um cartão para compras, segundo pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) e divulgada quarta-feira, dia 17.

Em 2008, a proporção de quem tinha um cartão de crédito, débito ou de loja era de 68%. O dinheiro de plástico é tão presente nas compras que já responde por 58% do faturamento do comércio, informa o estudo.

O pagamento à vista tem a preferência do consumidor e o cartão de débito foi o que mais cresceu nos últimos quatro anos, passando de 53% em 2008 para 62% em 2012. Já o de crédito, que permite prazo e parcelamento dos pagamentos, passou a ser usado por 52% dos brasileiros — ante 48% em 2008. O cartão de loja, usado em crediários, avançou de 26% para 28% nos quatro anos.

A pesquisa, realizada anualmente, ouviu cerca de 4.000 consumidores e estabelecimentos comerciais de 11 capitais brasileiras durante os meses de junho e julho deste ano.

Governo quer reduzir preço das tarifas de máquinas de cartão
Ogoverno quer reduzir o preço das tarifas de administração das máquinas de cartão de crédito e débito. Para cada compra com cartão de crédito, 4% do valor ficam com a operadora do cartão e, no caso dos cartões de refeição, 6%. Os custos são altos e acabam sendo repassados para o consumidor.

Assim como as tarifas bancárias, as taxas administrativas estão na mira do governo. O Congresso também está discutindo um rigor maior na fiscalização do Banco Central.

Existe uma coleção de maquininhas de passar cartão. Se não for assim, o empresário diz que não dá. “O fato de nem todos os cartões passarem sempre na mesma máquina nos força a ter várias, para que a gente consiga atender todos os clientes”, diz o gerente Luiz Guilherme.

No caso de bares e restaurantes ainda tem os cartões de refeição. O empresário reclama que isso gera custos, considerados muito altos. Para ter uma máquina dessas, o estabelecimento paga um aluguel que pode chegar a R$ 70 por mês. E ainda uma taxa de administração.

Sobra para o consumidor
“Na verdade, o custo está cada vez mais alto. E a gente precisa negociar na ponta com as administradoras dos cartões e com os vales-refeição para poder também tentar baixar os preços”, diz Rodrigo Freire, vice-presidente da Abrasel.

Segundo a Associação Nacional de Bares e Restaurantes, os pequenos estabelecimentos não têm como arcar com tantos custos. “Existem algumas casas que só aceitam se for em espécie, em dinheiro, o que também é um transtorno. Eu não ando mais assim, ando mais com cartão”, afirma o empresário Eduardo Sena.

No Congresso há vários projetos para regulamentar o setor. Um deles diz que o Banco Central deve ser o responsável. Há propostas também para aumentar a concorrência entre as operadoras de cartão.

A Associação dos Bares e Restaurantes disse que vai pedir ao governo para que interfira no assunto. De 2006 a 2011 as transações com cartão de crédito aumentaram 113%, segundo dados oficiais.

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