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14/11/2012

REPÚBLICA FOI PROCLAMADA HÁ 123 ANOS POR DEODORO DA FONSECA

A presidente Dilma Rousseff: a 32ª chefe de governo da República

Desde então, Brasil já teve 32 presidentes, incluindo a atual Dilma Rousseff

Nesta quinta-feira, é comemorado o Dia da Proclamação da República. Entretanto, pouca gente sabe o que isso significa. Há 123 anos, ou seja, em 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro – então capital do Império do Brasil – ocorreu a proclamação da República.

Um grupo de militares do Exército brasileiro, liderados pelo comandante marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado e depôs o imperador D. Pedro II.

Institui-se então a República, sendo nessa data que o jurista Rui Barbosa assinou o primeiro decreto do novo regime, instituindo um governo provisório.

Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D. Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.

De lá para cá, foram 32 presidentes – incluindo a primeira mulher, Dilma Rousseff, que governa o país atualmente.

Conheça a história
Na tentativa de reduzir a oposição, cada vez maior, o ministro Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, elaborou em meados de 1889 um programa de reformas, que incluía: liberdade de culto, autonomia para as províncias, mandatos limitados (não-vitalícios) no Senado, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do Conselho de Estado, entre outras medidas. As propostas de Ouro Preto visavam preservar a Monarquia, mas foram vetadas pela maioria conservadora que constituía a Câmara dos Deputados.

Vários foram os fatores que levaram o Império a perder o apoio de suas bases econômicas, militares e sociais. Da parte dos grupos conservadores: sérios atritos com a igreja católica (na Questão Religiosa); o abandono do apoio político dos grandes fazendeiros em virtude da abolição da escravatura, ocorrida em 1888. Da parte dos grupos progressistas: a manutenção, até muito tarde, da escravidão negra no país; a ausência de iniciativas com vistas ao desenvolvimento do país (fosse econômico, político ou social); a manutenção de um regime político de castas e censitário (isto é, com base na renda das pessoas); a ausência de um sistema de ensino universal; os altos índices de analfabetismo e miséria; o afastamento do Brasil em relação a todos demais países do continente americano (fossem da América do Sul, fossem da América do Norte), em virtude da incompatibilidade entre os regimes.

Assim, ao mesmo tempo em que a legitimidade imperial decaía, a proposta republicana - percebida como significando o desenvolvimento social - ganhava espaço. Entretanto, é importante notar que a legitimidade do Imperador era distinta da do regime imperial: enquanto, por um lado, a população, de modo geral, respeitava e gostava de D. Pedro II, por outro lado tinha cada vez em menor conta o próprio Império.

Nesse sentido, era voz corrente na época que não haveria um "III Império", ou seja, a monarquia não continuaria após o falecimento de D. Pedro II (seja devido à falta de legitimidade do próprio regime, seja devido ao repúdio público ao príncipe consorte, marido da princesa Isabel, o francês conde D`Eu).

Presidentes do Brasil e mandatos

1889 - 1891 - Marechal Manuel Deodoro da Fonseca
1891 - 1894 - Marechal Floriano Vieira Peixoto (Marechal Floriano Peixoto)
1894 - 1898 - Prudente José de Morais Barros (Prudente de Morais)
1898 - 1902 - Manuel Ferraz de Campos Sales (Campos Sales)
1902 - 1906 - Francisco de Paula Rodrigues Alves (Francisco Alves)
1906 - 1909 - Afonso Augusto Moreira Penna (Afonso Penna)
1909 - 1910 - Nilo Peçanha
1910 - 1914 - Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca
1914 - 1918 - Wenceslau Brás Pereira Gomes (Wenceslau Brás)
1918 - 1919 - Delfim Moreira da Costa Ribeiro (Delfim Moreira)
1919 - 1922 - Epitácio da Silva Pessoa (Epitácio Pessoa)
1922 - 1926 - Authur da Silva Bernardes (Arthur Bernardes)
1926 - 1930 - Washington Luís Pereira de Sousa (Washington Luís)
1930 - Junta governativa: General Tasso Fragoso, Gen. João de Deus Mena Barreto e Almirante Isaías de Noronha
1930 - 1945 - Getúlio Dorneles Vargas (Getúlio Vargas)
1946 - 1951 - General Eurico Gaspar Dutra (Dutra)
1951 - 1954 - Getúlio Dorneles Vargas (Getúlio Vargas)
1954 - 1955 - João Café Filho (Café Filho)
1956 - 1961 - Juscelino Kubitschek de Oliveira (Juscelino Kubitschek - JK)
1961 - Jânio da Silva Quadros (Jânio Quadros)
1961 - 1964 - João Belchior Marques Goulart (João Goulart - Jango)
1964 - 1967 - Marechal Humberto de Alencar Castello Branco (Marechal Castello Branco)
1967 - 1969 - Marechal Arthur da Costa e Silva (marechal Costa e Silva)
1969 - 1974 - General Emílio Garrastazu Médici (General Medici)
1974 - 1979 - General Ernesto Geisel (General Ernesto Geisel)
1979 - 1985 - General João Baptista de Oliveira Figueiredo (General Figueiredo)
1985 - 1990 - José Sarney (Sarney)
1990 - 1992 - Fernando Afonso Collor de Melo (Fernando Collor)


1992 - 1995 - Itamar Augusto Cautiero Franco (Itramar Franco)
1995 - 2002 - Fernando Henrique Cardoso
2003 - 2010 - Luiz Inácio Lula da Silva
2011- Dilma Roussef

Da Monarquia para a República
No Rio de Janeiro, os republicanos insistiram com o marechal Deodoro da Fonseca, para que ele chefiasse o movimento revolucionário que substituiria a monarquia pela república. Depois de muita insistência dos revolucionários, Deodoro concordou em liderar o movimento.

O golpe militar que estava prevista para 20 de novembro de 1889, teve de ser antecipado. No dia 14, divulgou-se a notícia (que posteriormente se revelou falsa) de que era iminente a prisão de Benjamin Constant Botelho de Magalhães e Deodoro da Fonseca. Por isso, na madrugada do dia 15 de novembro, Deodoro iniciou o movimento que pôs fim ao regime imperial.

Os revoltosos ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro e depois o Ministério da Guerra. Depuseram o Ministério e prenderam seu presidente, Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto. Na tarde do mesmo dia 15, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi solenemente proclamada a República. D. Pedro II, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio. Pensando que o objetivo dos revolucionários era apenas substituir o Ministério, o imperador tentou ainda organizar outro, sob a presidência do conselheiro José Antônio Saraiva. No dia seguinte, o major Frederico Sólon Sampaio Ribeiro entregou a D. Pedro II uma comunicação, cientificando-o da proclamação do novo regime e solicitando sua partida para a Europa, a fim de evitar conturbações políticas.

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