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19/11/2012

VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AFTOSA SE ESTENDE ATÉ 30 DE NOVEMBRO

Primeira etapa da vacinação contra febre aftosa, em maio deste ano

Pecuarista tem até o dia 7 de dezembro para comprovar a vacinação junto a uma unidade de defesa agropecuária

A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa começou 1º de novembro, no Estado de São Paulo. Bovinos e bubalinos devem ser imunizados, independente da idade do animal, até o dia 30 de novembro.

Segundo a Secretaria Estadual da Agricultura os períodos mais frescos do dia são os mais indicados para realizar a aplicação. É importante também manter os frascos resfriados e substituir a agulha com freqüência para evitar infecções.

O pecuarista tem até o dia 7 de dezembro para comprovar a vacinação. Para isso, deverá apresentar a nota fiscal de aquisição da vacina e uma declaração com os dados do rebanho. O produtor que deixar de vacinar ou de entregar a declaração estará sujeito a multa.

“A vacinação contra febre aftosa é muito importante, pois ela é o atestado da saúde do gado e de seus ‘produtos’, seja a carne ou o leite. E com este título, a carne brasileira pode ser exportada para qualquer parte do mundo”, observa o veterinário José Edson Girardi, da Coordenadoria de Defesa Agropecuária de Orlândia e Região.

As penalidades para quem vacinar são cinco Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesps) o equivalente a R$ 92,20, e três (R$ 55,32) para os que deixarem de comunicar, sempre por cabeça. “Não houve aumento no valor das multas desde a etapa de maio”, assegurou o veterinário.

Febre aftosa
A febre aftosa é uma doença contagiosa que se dissemina rapidamente. Os sintomas nos animais aparecem na forma de febre, aftas na boca, nas tetas e entre as unhas, além do isolamento. Os bovinos e bubalinos babam muito, mancam, arrepiam o pelo e param de beber e comer.

Caso o produtor desconfie da doença, deve, obrigatoriamente, solicitar uma visita do Serviço de Defesa Sanitária Animal, na unidade mais próxima. Quando um animal é contaminado, todo o rebanho deve ser sacrificado, causando perda tanto para os produtores, quanto para a economia.

Doença compromete a saúde do animal e produtividade da fazenda
Adoença tem grande importância para o setor agropecuário, sendo considerada uma das maiores preocupações tanto dos governos como de pecuaristas devido aos prejuízos econômicos causados pela interferência na produção e produtividade do rebanho afetado, pelos investimentos e gastos para a execução de programas de saúde animal e pelo embargo e restrições na importação e exportação do comércio nacional e internacional.

A aftosa exige medidas preventivas para que não se alastre e sua notificação é obrigatória. A doença interfere na diminuição da produção de leite de 30 a 40% e de carne também, em torno de 20 a 30%. A economia é afetada amargando sérios prejuízos, incluindo a morte de animais.

A produtividade da fazenda é diretamente afetada refletindo no desenvolvimento e do rebanho. A aftosa debilita os animais, causa abortos pré-dispondo o rebanho a adquirir outras doenças como mamites, por exemplo.

A produção da fazenda fica prejudicada já que os animais afetados são descartados, além de outras conseqüências, como a desvalorização dos animais oriundos da fazenda contaminada, a interdição da propriedade que fica impedida de comercializar seus produtos, aumento da mão de obra, perda de tempo e de dinheiro para tratar lesões secundárias.

Paraguai
Há poucos dias a Organização Mundial para Saúde Animal (OIE) confirmou foco de febre aftosa em 13 animais com menos de 24 meses, na fazenda Santa Helena, na província de San Pedro, Paraguai, que não faz fronteira com o Brasil.

Mesmo assim, a notícia assustou a todos, já que o Paraguai faz divisa com dois Estados brasileiros: Mato Grosso do Sul e Paraná. A última vez em que foram registrados casos de aftosa no Paraguai foi em julho de 2003 e no Brasil em 2005.

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