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23/11/2012

POLÍCIA USARÁ ARMA DE CHOQUE CONTRA VICIADOS EM CRACK

Policial utiliza arma de choque

Distribuição desses dispositivos é uma das ações previstas no programa

Os polícias do Brasil poderão portar armas de choque e spray de pimenta para conter dependentes de crack. A distribuição desses dispositivos é uma das ações previstas no programa "Crack, é possível vencer", do Ministério da Justiça.

A utilização de força policial, incluindo armas não letais, para o controle de dependentes é controversa. Em São Paulo, operação iniciada em janeiro por Estado e prefeitura foi criticada por especialistas, que defendiam foco maior em saúde.

A orientação para o uso de armas de choque, chamadas de taser, é da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), ligada ao ministério. Segundo nota da pasta, a intenção é que "os policiais tenham opções menos letais, principalmente para situações em que existem aglomerados de pessoas".

A determinação foi motivada pela portaria 4.226, de 2010, do Ministério e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. A orientação é que as armas sejam usadas só por policiais treinados.

Programa
Até o momento, 12 Estados estão no programa federal, totalizando R$ 62 milhões em recursos. O Rio recebeu mais recursos: R$ 9 milhões. O próximo a aderir deve ser São Paulo.

Além de armas, o programa prevê treinamento de policiais e a compra de câmeras para monitorar as chamadas cracolândias.

No Rio, serão treinados 200 policiais. Os equipamentos, 250 armas de choque e 750 sprays de pimenta, já chegaram, segundo a Secretaria de Segurança do Rio.

Em nota, a pasta disse que as armas "serão usadas apenas em caso de extrema necessidade por agentes policiais" e que não há "qualquer estratégia repressiva de tratamento de choque para usuários".

Os 150 homens da Força Nacional que desde maio ocupam o morro do Santo Amaro, zona sul, já usam armas de choque em ações contra viciados.

Professor da Unifesp critica medida adotada pelo Ministério da Justiça
Para Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, usar armas como taser contra usuários de drogas é "abominável".

"É algo absurdo e abominável. Qual a justificativa para usar métodos agressivos contra usuários de drogas? Está se supondo que ele é um agressor. Isso está fadado ao fracasso. Não se pode esperar que o indivíduo pare de usar drogas com medidas agressivas", afirmou.

"É preciso chamar pessoas da área médica, especializadas em dependência química. A questão da cracolândia é multidisciplinar. Há uma leitura deturpada colocando a situação de miséria da cracolândia como consequência do uso de droga. Mas foi a situação de miséria social um prato cheio para a droga proliferar", completa.

Ituverava
Como no resto do país, a medida gerou polêmica em Ituverava. Em enquete desta semana da Tribuna de Ituverava, a maioria dos entrevistados é contrária ao uso de armas de choque e spray em dependentes de crack. Os que apóiam a medida, afirmam que como as armas não são letais devem ser utilizadas apenas em casos indispensáveis. Confira:

Confira as respostas:





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